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Em atualização
A organização criminosa transnacional de narcotráfico introduzia “elevadas quantidades de cocaína e haxixe, por via marítima e terrestre”. A droga era, posteriormente, distribuída em toda a Península Ibérica.
A Polícia Judiciária (PJ) deteve cinco pessoas e apreendeu cerca de 1,5 toneladas de cocaína, metralhadoras Kalashnikov e lanchas rápidas, no âmbito da operação “Teia Branca”. A organização criminosa introduzia cocaína e haxixe em Portugal para ser vendida na Península Ibérica.
Em comunicado, a PJ explica que a investigação, que começou em 2023, permitiu desmantelar uma organização criminosa transnacional, com bases em todo o território nacional e em Espanha, que introduzia “elevadas quantidades de cocaína e haxixe, por via marítima e terrestre”. A droga era, posteriormente, distribuída em toda a Península Ibérica.
Foram cumpridos 11 mandados de busca domiciliária na operação policial de combate ao tráfico internacional de estupefacientes, nos distritos de Faro, Setúbal, Aveiro e Guarda.
Foram detidas cinco pessoas. Os suspeitos são espanhóis, colombianos e venezuelanos. Presentes a primeiro interrogatório judicial, três ficaram em prisão preventiva. Os dois restantes aguardam a aplicação de medidas de coação.
De acordo com a nota, foi apreendido um “acervo de armas automáticas e munições”, entre eles seis metralhadoras Kalashnikov, cerca de 1.300 munições de calibre 7,62 mm, duas pistolas Glock, sete semirreboques para camiões, sete lanchas rápidas, mais de 20 automóveis e cinco motociclos, dinheiro, documentação falsa e artigos de luxo avaliados em “vários milhares de euros”.
A SIC sabe que as lanchas foram apreendidas na zona da Guarda, dentro de camiões, e as armas na zona de Portimão, distrito de Faro.
Face à “complexidade da operação”, a PJ trabalhou em colaboração com a polícia espanhola, a siretoria do sul e da diretoria do norte da PJ, da UNCTE da PJ, do DIC da Guarda e do DIC de Aveiro da PJ, do comando da GNR de Setúbal, do GIOE e da UCCF da GNR e da Autoridade Marítima Nacional.
