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Em comunicado, a PJ informa que efetuou 26 buscas domiciliárias e não domiciliárias, em entidades e empresas públicas e privadas em várias zonas do país.

Gabriel Mello
A operação Lúmen, como foi apelidada, culminou com a detenção de quatro pessoas: um administrador e um funcionário de uma empresa privada, uma presidente de associação privada e um funcionário público.
Em causa estão crimes de corrupção ativa e passiva, participação económica em negócio, abuso de poder e associação criminosa, relacionados com o “fornecimento e instalação de iluminações festivas”, lê-se no comunicado da Judiciária.
A informação foi inicialmente avançada pelo Correio da Manhã, que acrescenta que as buscas aconteceram em pelo menos 10 autarquias, incluindo Lisboa, Tavira, Lamego e Maia.
A megaoperação é apontada como uma das maiores de sempre da PJ. Contou com a participação de 120 investigadores criminais, peritos informáticos e financeiros, e seguranças de diversas unidades da PJ. Esteve ainda presente um magistrado judicial e um magistrado do DIAP Regional do Porto.
“As diligências realizadas revelaram a existência de um esquema criminoso, de caráter organizado e sistémico, tendente à viciação de procedimentos de contratação pública. Mediante a obtenção ilegal de informação privilegiada a troco de contrapartidas de cariz financeiro atribuídas a elementos de entidades adjudicantes, em subversão das regras da transparência, igualdade e concorrência do mercado, eram garantidas adjudicações à empresa visada em valores que ascendem a 8 milhões de euros.”
Os detidos vão agora ser presentes a juiz para primeiro interrogatório judicial e aplicação das medidas de coação.
