Portugal

Plano Especial de Emergência para Cheias no Tejo baixa para nível azul

“Baixámos para o nível azul o Plano Especial de Cheias na Bacia do Tejo, o que significa que a monitorização e os avisos à população passam a ser efetuados em períodos de 24 horas”, disse hoje à Lusa o comandante sub-regional da proteção civil do Médio Tejo, David Lobato.

Saleintando que no Médio Tejo o rio voltou ao seu leito normal e que na Lezíria subsistem algumas zonas inundadas, o comandante afirmou que é expectável que “durante os próximos dias seja possível voltar à normalidade”, com a consequente desativação do Plano Especial de Cheias.

Em comunicado emitido esta madrugada pela Comissão Distrital de Proteção Civil de Santarém, lê-se que, “de acordo com a informação disponibilizada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), verificou-se uma oscilação dos caudais afluentes às principais barragens que influenciam a bacia do Tejo”.

Segundo a mesma nota, as previsões apontam para uma melhoria das condições meteorológicas, sendo expectável a continuação da descida dos caudais na bacia hidrográfica do Tejo. O recuo das águas nas zonas alagadas é, contudo, mais lento do que o processo de inundação, dependendo da infiltração e do escoamento superficial.

Após reunião da Comissão Distrital de Proteção Civil, foi determinado, no âmbito do Plano Especial de Emergência para Cheias na Bacia do Tejo, o desagravamento para nível de alerta azul.

O plano especial tem quatro níveis: azul, amarelo, laranja e vermelho (o mais grave).

Mantêm-se, contudo, alguns constrangimentos em diversas vias de vários concelhos do distrito.

Às 09:00 de hoje, no ponto de medição em Almourol, o caudal era de 1.598 m3/s, muito abaixo do pico de cheia — 9.057 m3/s — registado em 06 de fevereiro, já em alerta vermelho, desagravado para amarelo na segunda-feira.

No distrito de Santarém continuam afetadas mais de uma centena de vias, distribuídas por quase todos os 21 municípios, entre submersões, abatimentos de via, movimentos de massa, colapso de infraestruturas e quedas de taludes que dificultam as deslocações.

Por isso, o comandante sub-regional reiterou os apelos para que as populações circulem com precaução e utilizem vias alternativas que já estejam desimpedidas.

O Plano Especial de Emergência para Cheias na Bacia do Tejo foi colocado no nível amarelo, no passado dia 24 de janeiro, devido ao “aumento considerável dos níveis hidrométricos e caudais do rio Tejo, especialmente nos provenientes de Espanha”.

No dia 05 de fevereiro subiu ao nível vermelho, com 8.600 m3/s registados no ponto de medição em Almourol, tendo atingido o pico de cheia na madrugada do dia 06, com 9.057 m3/s.

O alerta vermelho baixou para amarelo no dia 16 de fevereiro, após a descida sustentada dos caudais e o regresso gradual do rio ao seu leito normal.

O comandante sub-regional referiu ainda que se mantém ativo o plano distrital de proteção civil, uma vez que no Médio Tejo “três municípios ainda não desativaram” os respetivos planos municipais de emergência e, na Lezíria, “seis continuam em vigor” no âmbito da tempestade Kristin.

Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

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