A Direção-Geral da Saúde (DGS) fez, esta quarta-feira, dia 18 de março, uma publicação nas redes sociais onde faz alertas sobre o cancro – e como esta doença se desenvolve. Fique a par e tire dúvidas que possam persistir.
Cancro “é um conjunto de doenças com um crescimento anormal e descontrolado das células, que forma uma massa”, explica a DGS, salientando que esta “pode surgir em qualquer parte do corpo”.
Numa “situação normal”, “as células crescem e dividem-se para formar novas células”, sendo que, “quando as células envelhecem ou se danificam, morrem e surgem outras novas”.
Contudo, no caso do cancro, “as células cancerígenas, devido a alterações genéticas, tornam-se irregulares e crescem de forma descontrolada”, podendo “formar-se tumores”, esclarece-se.
No mesmo post, a Direção-Geral da Saúde vinca também a necessidade de adotar “hábitos de vida saudável” e de fazer “exames de rastreio”.
O cancro pode surgir em qualquer parte do corpo. A doença surge com o crescimento anormal e descontrolado de células cancerígenas. Adote hábitos de vida saudáveis e faça exames de rastreio.#DGS #Saúde #SaúdePública #Cancro pic.twitter.com/6mM0pAyAs2
— DGS (@DGSaude) March 18, 2026
De recordar que os cancros da mama, colorretal, próstata e pulmão foram os mais frequentes em 2022, ano em que a incidência diminuiu e aproximou-se dos valores observados em 2019 antes da pandemia, segundo o Registo Oncológico Nacional (RON) divulgado em dezembro do ano passado.
“Os resultados mostram que após as alterações provocadas pela pandemia da Covid-19 a incidência em 2022 diminuiu e aproximou-se dos valores observados em 2019. Mantiveram, no entanto, uma tendência crescente o cancro do cólon e o melanoma maligno em ambos os sexos, bem como os cancros do reto e do rim nos homens“, disse à agência Lusa, na altura, a coordenadora do RON, Maria José Bento.
Em 2022 foram registados em Portugal 60.954 novos casos de cancro, o que corresponde a uma taxa de incidência de 579,6 casos por 100 mil habitantes.
De acordo com um resumo do RON a que a Lusa teve acesso, a incidência foi mais elevada nos homens (658,3 por 100 mil) do que nas mulheres (507,7 por 100 mil) e cerca de 75% dos diagnósticos ocorreram em pessoas com mais de 60 anos.
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