Portugal

"Pode surgir em qualquer parte do corpo". Como se desenvolve o cancro?


A Direção-Geral da Saúde (DGS) fez, esta quarta-feira, dia 18 de março, uma publicação nas redes sociais onde faz alertas sobre o cancro – e como esta doença se desenvolve. Fique a par e tire dúvidas que possam persistir.

Cancro “é um conjunto de doenças com um crescimento anormal e descontrolado das células, que forma uma massa”, explica a DGS, salientando que esta “pode surgir em qualquer parte do corpo”

Numa “situação normal”, “as células crescem e dividem-se para formar novas células”, sendo que, “quando as células envelhecem ou se danificam, morrem e surgem outras novas”. 

Contudo, no caso do cancro, “as células cancerígenas, devido a alterações genéticas, tornam-se irregulares e crescem de forma descontrolada”, podendo “formar-se tumores”, esclarece-se.

No mesmo post, a Direção-Geral da Saúde vinca também a necessidade de adotar “hábitos de vida saudável” e de fazer “exames de rastreio”

De recordar que os cancros da mama, colorretal, próstata e pulmão foram os mais frequentes em 2022, ano em que a incidência diminuiu e aproximou-se dos valores observados em 2019 antes da pandemia, segundo o Registo Oncológico Nacional (RON) divulgado em dezembro do ano passado.

“Os resultados mostram que após as alterações provocadas pela pandemia da Covid-19 a incidência em 2022 diminuiu e aproximou-se dos valores observados em 2019. Mantiveram, no entanto, uma tendência crescente o cancro do cólon e o melanoma maligno em ambos os sexos, bem como os cancros do reto e do rim nos homens“, disse à agência Lusa, na altura, a coordenadora do RON, Maria José Bento.

Em 2022 foram registados em Portugal 60.954 novos casos de cancro, o que corresponde a uma taxa de incidência de 579,6 casos por 100 mil habitantes.

De acordo com um resumo do RON a que a Lusa teve acesso, a incidência foi mais elevada nos homens (658,3 por 100 mil) do que nas mulheres (507,7 por 100 mil) e cerca de 75% dos diagnósticos ocorreram em pessoas com mais de 60 anos.

O presidente da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) afirmou hoje que a descida de casos de cancro em 2022 reflete uma normalização estatística, após os atrasos nos diagnósticos provocados pela pandemia, alertando que a tendência é de aumento.

Lusa | 14:16 – 29/12/2025

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