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Polícia australiana mata a tiro fugitivo suspeito de ter assassinado dois agentes

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A polícia da Austrália anunciou esta segunda-feira que matou a tiro um fugitivo suspeito de ter assassinado dois agentes em agosto, no sudeste do país.

“Um homem foi morto a tiro pela polícia numa propriedade no nordeste de Victoria esta manhã, como parte de uma operação para localizar Desmond Freeman”, disse a polícia estadual.

Em comunicado, as autoridades de Victoria disseram que a operação decorreu às 08:30 (21:30 de domingo em Lisboa), sem que nenhum agente tivesse ficado ferido.

A operação policial pôs fim a uma intensa caça ao homem que durou sete meses.

O homem de 56 anos, adepto de teorias da conspiração, era procurado desde um tiroteio fatal, a 26 de agosto, durante uma busca à sua casa, na pequena cidade de Porepunkah, no sudeste do país.

O detetive Neal Thompson e o agente Vadim de Waart, que cumpriam um mandado de busca relacionado com alegados crimes sexuais, foram mortos no tiroteio, enquanto um terceiro agente ficou ferido e recuperou após ter sido submetido a uma cirurgia.

Desde então, Freeman conseguiu escapar às autoridades escondendo-se em zonas montanhosas e florestais, o que dificultava a sua localização devido à sua experiência de sobrevivência no exterior.

JAMES ROSS

Durante a operação de busca, que incluiu o recurso a helicópteros, unidades especiais e a busca em mais de uma centena de propriedades, as autoridades indicaram que o suspeito poderia estar fortemente armado.

No início de setembro, a polícia de Victoria ofereceu uma recompensa no valor de um milhão de dólares australianos (560 mil euros) por informações que levassem à detenção de Freeman, um valor sem precedentes para a força policial.

Os meios de comunicação australianos descreveram o suspeito como um adepto radical do movimento “Cidadãos Soberanos”, cujos membros rejeitam a autoridade do Estado, incluindo da polícia.

Surgido nos Estados Unidos na década de 1970, este movimento tem-se espalhado através da Internet, particularmente na rede social Facebook, em grupos onde ativistas se juntam a oportunistas, que procuram, por exemplo, uma forma de evitar o pagamento de determinadas contas.

Em França, os seguidores do movimento acreditam que o Estado não existe como uma entidade pública, mas sim como uma empresa privada criada em 1947, à qual não têm de se submeter sem consentimento.

Um deles foi condenado em abril de 2025 a cinco meses de prisão por se ter recusado a passar por uma verificação policial.

O último polícia a ser baleado e morto em serviço na Austrália tinha sido em 2023 no estado da Austrália Meridional, de acordo com o portal do Memorial Nacional da Polícia.

Em 2022, dois polícias foram mortos a tiro por extremistas cristãos numa propriedade rural no estado de Queensland.



SIC Noticias

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