Já está em Portugal uma equipa da policia francesa para ajudar na investigação ao homicídio de duas mulheres em Bragança. O suspeito, um homem francês, ficou em prisão preventiva.

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Cédric Prizzon, ex-polícia francês e único suspeito do crime, ficou em prisão preventiva. Quando abandonou o tribunal depois de sete horas de interrogatório, algemado e com vigilância policial apertada, já os polícias franceses tinham aterrado no país.
São especializados em casos de homicídio, os mais complexos em França, e tentam em Portugal ajudar na reconstituição do crime desde que Cédric Prizzon cruzou de carro a fronteira de França com destino a Bragança.
Ao que a SIC apurou, ainda não se reuniram com a Polícia Judiciária, mas é provável que nos próximos dias as autoridades dos dois países possam partilhar informações depois da obrigatória autorização formal do Estado português
A equipa de policias franceses já terá iniciado os primeiros contactos exploratórios com a GNR, que deteve o suspeito durante uma operação de fiscalização rodoviária de rotina em Mêda, na Guarda.
A PJ tem, segundo o que a SIC apurou, 90% de certeza que Audrey, de 40 anos, a ex-companheira, e Angela, de 26, a namorada, foram assassinadas por asfixia já em Portugal.
Os corpos encontrados na Serra da Nogueira, em Bragança, estão no Instituto de Medicina Legal e as autópsias são consideradas peças fundamentais no puzzle do crime.
As autoridades francesas estão a avaliar um eventual pedido de extradição, mas o mais provável por agora é que Cédric Prizzon seja julgado nos tribunais portugueses e, se assim for, toda a prova produzida em França pelos alegados crimes de sequestro terá de ser enviada para Portugal.
Em França, há prisão perpétua, ao contrário da legislação portuguesa que estabelece o máximo de 25 anos de cadeia.
A Judiciária investiga a ligação do suspeito a Portugal. Em tribunal, Cédric Prizzon, ex-internacional de Rugby, assumiu-se como vítima do sistema judicial francês, que lhe retirou a guarda do filho de 13 anos, que dizia estar em perigo na companhia da mãe.
Encontra-se agora em prisão preventiva, isolado numa cela da cadeia da Guarda e proibido de contactar os próprios filhos.
É suspeito de um crime de sequestro, dois de homicídio qualificado, outros dois de profanação de cadáver, um crime de violência doméstica, um crime de falsificação de documentos e um crime de detenção de arma ilegal.
