Considerando que enquanto instituição de ensino superior o Politécnico de Leiria tem “responsabilidade na produção do conhecimento, em formar pessoas, desenvolver soluções e trabalhar em estreita articulação com a sociedade”, Carlos Rabadão anunciou que está a ser preparado um novo curso de pós-graduação em Proteção Civil e Gestão de Emergências e Catástrofes.
O presidente do Politécnico de Leiria explicou que esta formação “irá basear-se numa abordagem multidisciplinar, integrando conhecimentos provenientes das áreas de gestão de riscos, planeamento territorial, engenharia, ambiente, comunicação, psicologia e liderança”.
O objetivo será “proporcionar uma compreensão aprofundada dos fenómenos associados a catástrofes naturais, tecnológicas e ambientais, bem como do enquadramento jurídico e institucional que regula os sistemas de proteção civil e a gestão de emergência”.
Falando numa conferência organizada pelo jornal Região de Leiria sobre “O futuro pós-calamidade”, o dirigente apontou que as catástrofes não são só naturais. “A título de exemplo, o Politécnico de Leiria sofreu, há três anos, um ciberataque, o que também é uma catástrofe muito difícil de recuperar”, sublinhou.
Para o presidente do Politécnico de Leiria, este conhecimento é “fundamental para começar a criar um território mais resiliente e que consiga estar preparado para rapidamente responder a estas situações que, infelizmente, serão cada vez mais frequentes”.
À margem da conferência, Carlos Rabadão explicou que a pós-graduação já estava pensada, mas a instituição considerou que agora era o momento “essencial para avançar”.
Perante as alterações climáticas, é preciso “conhecer o território, saber como reagir às adversidades, ter um plano de resposta imediato…”
Esta pós-graduação contribuirá para “capacitar as autarquias, outras instituições, até as empresas” para garantir “mais resiliência” quando uma nova catástrofe acontecer.
“Este não foi um evento isolado. E isto pode ser para inundações, incêndios, ciberataques ou apagões. Já tivemos tudo isso e nunca estamos preparados para rapidamente reagir e para as populações também estarem tranquilas e saberem como reagir”, reforçou.
O Politécnico de Leiria já teve uma licenciatura em Proteção Civil. Carlos Rabadão explicou que o curso terminou porque “não tinha procura”.
O presidente do Politécnico de Leiria anunciou ainda a criação de um centro de ciência e tecnologia, criando uma ligação direta entre as escolas, as unidades de investigação, as empresas, as start-ups ou as incubadoras.
“O objetivo é um centro multidisciplinar de investigação”, agregando todos os centros que estão dispersos e a trabalhar sozinhos, para que possam “trabalhar de forma integrada”.
Em simultâneo, é trazer” unidades de investigação, grupos de investigação de grandes empresas.
Nas Caldas da Rainha, a Escola Superior de Arte e Design irá ser criado um Art Factory. Ou seja, “um espaço de trabalho onde os artistas se encontrem com os alunos, com a sociedade em geral e desenvolvem a sua criatividade”.
Será também possível “criar condições para que artistas externos possam fazer temporadas naquele ecossistema e que trabalhem com os estudantes, investigadores e com o território”.
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