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"Política de retrocesso": utentes criticam fecho da urgência de obstetrícia do Barreiro


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A ministra da Saúde confirmou o fecho da urgência de obstetrícia do Hospital do Barreiro, alegando não haver “condições para se manter aberta”. A Comissão de Utentes do Barreiro critica a decisão “leviana” de Ana Paula Martins e diz que “não faz qualquer sentido concentrar as urgências no Garcia de Orta”.

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A Comissão de Utentes do Barreiro criticou esta quarta-feira a decisão da ministra da Saúde, Ana Paula Martins, que anunciara na terça-feira o fecho da urgência de obstetrícia, no âmbito da entrada em funcionamento em março da nova urgência regional para a Península de Setúbal.

Antonieta Bodziony, da Comissão de Utentes do Barreiro, fala numa “política de retrocesso” que ignora as necessidades dos utentes e garante lutar pela reabertura da unidade.

“A concentração das urgências num só hospital não é viável, até porque o hospital do Barreiro concentra cerca de 250 mil utentes de quatro concelhos. Não faz qualquer sentido concentrar as urgências no hospital Garcia de Orta. Ana Paula Martins não tem o direito de fazê-lo, porque não consultou os utentes e as entidades. Não pode decidir, levianamente, o encerramento de um hospital. Não aceitamos esta politica de retrocesso, de defraudar o Serviço Nacional de Saúde”, afirma Antonieta Bodziony.

“Não tem condições”

“A urgência do Barreiro vai fechar porque não tem condições para se manter aberta”, afirmou Ana Paula Martins, na passada terça-feira, durante a comissão parlamentar de saúde.

A ministra referiu aos deputados que os profissionais de saúde do Hospital do Barreiro foram sujeitos a um “esforço desumano” quando as três urgências de obstetrícia da Península de Setúbal funcionaram em modelo de rotatividade, devido à falta de médicos para assegurar o funcionamento de todos os serviços.

Ana Paula Martins salientou ainda que o encerramento da urgência do Barreiro não significa que o serviço de obstetrícia e ginecologia, que tem “áreas altamente” diferenciadas, “deixe de fazer o seu trabalho e que deixem de se realizar partos programados” nesse hospital.

“Vão continuar a nascer bebés no Barreiro, obviamente. Nem todos os partos são em urgência”, realçou a ministra.

Com LUSA



SIC Noticias

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