Economia

População da Azinheira teme contaminação dos lençóis freáticos após deslizamento de terras em exploração mineira

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Um deslizamento de terras numa zona de extração mineira, na aldeia da Azinheira, destruiu parcialmente uma estrada e arrastou uma conduta de esgotos, levantando receios de contaminação dos lençóis freáticos. A população denuncia riscos ambientais e acusa a empresa concessionária de não cumprir o plano de lavra.

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Há mais de 25 anos que a população da Azinheira convive de perto com areeiros, mas o surgimento de novos pedidos de concessão aumentou o receio de que a aldeia fique rodeada por zonas de exploração.

No mês passado, um novo problema surgiu. Um deslizamento de terras arrastou uma conduta de esgotos e deixou a população preocupada com uma possível contaminação dos lençóis freáticos.

“Aconteceu uma rotura nesta estrada que fez com que o esgoto, que servia esta aldeia e se dirigia para a ETAR de Rio Maior, acabasse por romper, e essas águas residuais deslocaram-se para a zona do areeiro e poderão ter contaminado o lençol freático”, refere José Paulo Dias, vice-presidente da Associação de Defesa do Território de Azinheira, Chainça e Quintas (ADTACQ).

Um problema que, garante a Câmara Municipal de Rio Maior à SIC, já está resolvido. A Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) suspendeu a exploração e assim se vai manter até que a empresa repõe as condições de segurança na estrada que ruiu.

Mas as preocupações da população não ficam por aqui. A Associação de Defesa do Território de Azinheira, Chainça e Quintas (ADTACQ) acusa ainda a Sifucel, concessionária da exploração, de não cumprir todas as obrigações legais. A SIC tentou contactar a empresa, mas não obteve resposta até ao fecho desta reportagem.



SIC Noticias

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