Os preços dos tradicionais ovos e coelhos de chocolate mantêm-se elevados nesta Páscoa, apesar da descida acentuada no custo do cacau ao longo do último ano. A reportagem da agência Reuters visitou fábricas e locais de venda nos Estados Unidos para perceber o porquê desta disparidade.

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Segundo David Branch, gestor do setor no Instituto Agroalimentar Wells Fargo (Wells Fargo Agri-Food Institute), a descida do preço da matéria-prima ainda não se refletiu no preço do produto que chega ao consumidor.
“Mesmo com a descida do custo do cacau, os preços ao consumidor mantêm-se elevados porque os fabricantes compram com meses de antecedência”, afirmou, em entrevista à Reuters.
Grande parte dos chocolates disponíveis para esta época foi fabricada numa fase em que o cacau atingia valores elevados.
“A maioria dos chocolates da Páscoa foi produzida quando o cacau era extremamente caro, por isso os consumidores devem esperar preços semelhantes ou ligeiramente superiores aos do Dia dos Namorados”, acrescentou o responsável.
De acordo com os dados divulgados, o custo do cacau registou uma queda superior a 70% desde o pico alcançado no final de 2024.
A recuperação da produção e as alterações na indústria contribuíram para essa descida, incluindo a redução do tamanho das embalagens e a introdução de ingredientes alternativos.
Eventuais descidas poderão chegar às lojas apenas no final de 2026, possivelmente na altura do Halloween, quando os custos mais baixos começarem a refletir-se nos novos ciclos de produção.
A Páscoa continua associada ao consumo de chocolate, cerca de 90% dos cabazes desta época incluem este produto, segundo a associação norte-americana National Confectioners Association.
As previsões apontam para um gasto de 3,3 milhões de dólares nos doces da Páscoa este ano, nos Estados Unidos.
