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Portugueses esperam que Seguro seja mais intervencionista e tenha bom relacionamento com o Governo


Política

SONDAGEM SIC/EXPRESSO

Uma sondagem do ICS e do ISCTE para a SIC e o Expresso revela a avaliação dos portugueses sobre a atuação do novo Presidente, António José Seguro, em comparação com o seu antecessor, Marcelo Rebelo de Sousa.

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Se tudo correr como o novo Presidente da República deseja, as notícias desta sondagem serão manifestamente prematuras. Mas, fazendo fé no retrato que nos traça este estudo de opinião do ICS e do ISCTE para a SIC e o Expresso, Aliança Democrática (AD) e Partido Socialista (PS) estão agora empatados nas intenções de voto.

A coligação que suporta o Governo obtém 25%, e o PS está logo atrás, com 24%. O Chega fica pelos 21%, menos quatro pontos percentuais. Todos os restantes partidos ficam a larga distância, numa altura em que 9% se confessam indecisos e 8% garantem não ter intenção de votar. Se retirarmos os abstencionistas e distribuirmos os indecisos, o retrato fica mais claro.

AD e PS têm ambos 29%. O Chega confirma-se a 4 pontos de distância, com 25%. A Iniciativa Liberal alcança 5% e a CDU 4%. Os restantes partidos têm uma expressão residual.

Trata-se da confirmação do Parlamento tripartido saído das legislativas de 2025, quando a coligação PSD/CDS obteve 31% e o PS e o Chega ficaram praticamente empatados, com quase 23%.

Mas é também um retrato que espelha o novo tabuleiro político decorrente das presidenciais, que elegeram António José Seguro, um homem que foi secretário-geral do PS, e rejeitaram André Ventura, o líder do Chega, que ambicionava obter na segunda volta mais votos do que os que Luís Montenegro obteve nas legislativas, mas falhou o objetivo.

O que esperam os portugueses de Seguro?

E, por falar em presidenciais, este estudo de opinião perguntou aos portugueses o que esperam do novo chefe de Estado. Numa primeira avaliação da atuação recente de Marcelo Rebelo de Sousa e de António José Seguro, os inquiridos são prudentes.

Numa escala de 0 a 10, ambos recebem uma média de 6. Com nota acima da média no caso dos inquiridos que se confessam simpatizantes dos partidos de onde são oriundos: Marcelo recebe 7,1 dos simpatizantes do PSD; Seguro recebe 7,8 dos simpatizantes socialistas.

Em sentido inverso, ambos recebem nota negativa dos inquiridos que simpatizam com o Chega. A maioria, 46%, acredita que António José Seguro será mais interventivo do que Marcelo Rebelo de Sousa. Um pouco menos, 40%, acham que o grau de intervenção será semelhante ao do antecessor. Só 8% preveem que Seguro vá intervir menos do que Marcelo. Isso não significa que os inquiridos estejam a pensar que o novo Presidente vá extravasar competências.

42% acreditam que Seguro quer mesmo privilegiar a colaboração com o Governo. Um terço, 32%, admite que ele queira obrigar o Executivo a agir. 22% acham que, na verdade, ele irá querer sobretudo fiscalizar a ação governativa. Tudo aponta, portanto, para um bom relacionamento entre Presidente e primeiro-ministro. 43% não têm dúvidas disso e só 8% auguram que as relações entre Seguro e Montenegro serão más ou mesmo muito más.

Ficha técnica:

Este estudo de opinião foi coordenado pelo ICS e pelo ISCTE para a SIC e para o Expresso, num trabalho de campo realizado pela GfK Metris entre 27 de fevereiro e 8 de março. A informação foi recolhida através de entrevista pessoal na residência dos inquiridos e com simulação de voto em urna, tendo sido contactados 2778 indivíduos, maiores de 18 anos, residentes em Portugal. Foram validadas 801 entrevistas. A margem de erro máxima é de +/- 3,5%, com um nível de confiança de 95%.



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