Em abril, o preço do gás de botija pode aumentar cerca de seis euros, atingindo os 40 euros por garrafa. O Governo antecipou-se a esta subida, reforçando o apoio para 25 euros por garrafa às famílias com menores recursos, mas consumidores e a DECO defendem um apoio generalizado através da redução do IVA.
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A subida reflete o aumento galopante da cotação do gás nos mercados internacionais, que deverá ter impacto direto no preço de venda aos consumidores portugueses.
“Estamos aqui na eminência de um enorme aumento do preço. Para termos uma ideia, o gás butano e propano duplicaram o preço desde dezembro até agora. Isto traduzido em preço por garrafa, podemos estar a falar, no caso do gás butano, que para o final de abril passemos de um preço de 34 euros para algo como 37 ou 40 euros”, explicou Pedro Silva, da DECO Proteste.
O Governo já se antecipou à subida do preço do gás com o reforço da comparticipação para 25 euros por garrafa para as famílias com menores recursos. No entanto, os consumidores defendem que esta medida deve ser generalizada.
Para a DECO, o apoio generalizado ao preço do gás, em garrafa e canalizado, faz todo o sentido, por se tratar de um serviço público essencial que serve mais de dois milhões de lares portugueses. A associação defende também a redução da taxa atual de IVA, de 23% para 6%, como já acontece com o gás natural.
“Ao preço atual de uma garrafa de butano, 34 euros, se aplicado o IVA de 6% teríamos aqui um preço final de 29 euros e, portanto, são 5 euros. É de facto uma poupança muito substancial e um tratamento fiscal de equidade, que é algo que também não se entende, porque existem mais de dois milhões de famílias que não são abrangidas. Isto continua a ser, de facto, um produto energético essencial”, sublinhou Pedro Silva.
