A subida é consequência do conflito no Médio Oriente e do bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo mundial. Esta situação poderá manter-se nas próximas semanas, impactando os preços dos combustíveis e a inflação na zona euro.
Loading…
A semana começou com o preço do petróleo a disparar quase 30 por cento, perto dos 118 dólares por barril. É o valor mais alto desde 2022, altura em que o mundo enfrentava os primeiros impactos da guerra na Ucrânia. Agora é o conflito no Médio Oriente a destabilizar os mercados. O presidente dos Estados Unidos diz que esta subida é um pequeno preço a pagar pela paz.
Não é o valor mais alto de sempre, mas está lá perto. O Brent arrancou a semana a disparar 27 por cento, deixando o barril de petróleo perto dos 118 dólares. Só em junho de 2022, no início da guerra na Ucrânia, tinha sido registado um valor mais elevado.
A subida desta segunda-feira já era antecipada pelos mercados. É consequência do conflito no Médio Oriente e do bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo consumido em todo o mundo.
São mais de 20 milhões de barris de crude, todos os dias, que vão sobretudo para países asiáticos. Mas este bloqueio tem impacto em todo o mundo.
Ao final da manhã, o preço do petróleo já tinha baixado ligeiramente, mas mantinha-se acima dos 100 dólares por barril. Uma subida que, tudo indica, não será a única. É expectável que, nas próximas semanas, a tendência se mantenha.
Tudo depende da evolução do conflito. Para já, está a provocar a subida do preço dos combustíveis, que pode durar semanas ou meses.
Deve também refletir-se na inflação, que tinha finalmente chegado ao patamar desejado na zona euro: os dois por cento.
Nas redes sociais, o presidente dos Estados Unidos, um dos países que iniciou a guerra com o ataque ao Irão, diz que esta subida do preço do petróleo é um pequeno preço a pagar pela paz e pela segurança dos Estados Unidos e do mundo.
