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Desde o início da guerra no Irão, o preço do petróleo subiu 55% e o do gás aumentou mais de 70%. O bloqueio do estreito de Ormuz e a quebra na produção fizeram disparar os preços.
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A semana terminou com o barril de brent acima dos 112 dólares, o valor mais alto desde 2022, quando começou a guerra na Ucrânia. Neste último mês, o petróleo chegou a andar perto dos 120 dólares por barril.
Contas feitas, desde o início desta guerra, o preço do brent disparou 55% e o do gás natural 70%. Neste momento, cada megawhatt-hora está acima dos 54 euros na Europa, e nem é o valor mais alto que já se registou neste primeiro mês de conflito.
É difícil prever o que pode acontecer nas próximas semanas, marcadas pela discussão de um acordo de paz, que pode ou não vir a concretizar-se. Certo é que, mesmo que a guerra acabasse agora, a crise energética não terminava. Há mais de 40 centrais elétricas total ou parcialmente destruídas, o que está a levar a uma quebra na produção sem precedentes.
É preciso também perceber o que vai acontecer ao estreito de Ormuz, por onde passa 20 por cento do petróleo mundial. O bloqueio do Irão travou a passagem de barcos, deixando os países da região com dificuldades no abastecimento.
O receio de uma rutura no Médio Oriente faz com que os preços do petróleo e do gás disparem em todo o mundo. É o reflexo imediato deste conflito nos mercados.
Inicialmente, as bolsas não estavam a sentir efeitos diretos, mas cenário agora não é o mesmo. Nos últimos dias, foram registadas quebras significativas, precisamente depois das declarações da Presidente do Banco Central Europeu. Christine Lagarde disse que que os mercados estavam excessivamente otimistas em relação à guerra.
