Economia

Preços do petróleo voltam a subir após ameaças do Irão de suspender cessar-fogo

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Ataques Irão

Depois de uma queda histórica, o preço do petróleo voltou a subir nesta quinta-feira. O aumento deveu-se às ameaça do Irão de suspender o acordo de cessar-fogo com os Estados Unidos e voltar a fechar o estreito de Ormuz. O crude está novamente perto dos 100 dólares por barril o, que deve limitar a descida dos combustíveis.

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O cessar-fogo anunciado por Donald Trump rapidamente fez disparar as bolsas mundiais e o petróleo e o gás caíram a pique. Porém, as dúvidas sobre o empenho, quer da parte do Irão quer da parte de Israel e dos EUA, em cumprir o acordo está a fazer com que os investidores deem um passo atrás.

“Os preços do petróleo são um barómetro da economia e das preocupações com a inflação no mercado, e todos estão atualmente atentos à evolução dos preços do petróleo. Dependendo da evolução dos preços do petróleo, os investidores adotam uma postura defensiva em conformidade”, afirma Tim Oechsner, analista de mercados.

Depois do Irão ter denunciado a alegada violação do cessar fogo e dos Estados Unidos terem ameaçado com novos ataques se Teerão não cumprir o acordo, o petróleo começou a subir quase quatro por cento.

Está ainda abaixo dos 100 dólares por barril, mas mais longe do objetivo necessário para evitar a subida dos juros no final deste mês.

Os analistas dizem que seria preciso o preço do Brent descer para baixo dos 80 dólares para que o Banco Central Europeu decidisse não mexer nas taxas de referência.

Caso contrário, com o petróleo a manter-se acima dos 90 dólares, será difícil escapar ao aumento dos juros e da prestação da casa. Mas isso só se saberá, com certeza, daqui a três semanas.

Mais perto, está a atualização do preço dos combustíveis, já na próxima segunda-feira. A descida do preço do petróleo, registada na quarta-feira, já fazia antecipar uma queda no gasóleo e na gasolina.

Brent a subir e bolsas no vermelho

Os revendedores continuam a apontar para uma descida, porém, com o Brent a subir esta quinta-feira, é difícil saber se vai mesmo acontecer e qual o valor dessa descida.

O preço do gás natural também estava a subir ao final da manhã desta quinta-feira, mas menos do que o petróleo, não chegando a um por cento.

Nas bolsas, o ânimo não durou mais de 24 horas. As bolsas europeias e as asiáticas registaram na quarta-feira o melhor dia em quatro anos. Nesta quinta-feira, já estão no vermelho.



SIC Noticias

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