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Presidente ucraniano critica suspensão de sanções americanas ao petróleo russo durante visita a França


Guerra Rússia-Ucrânia

Volodymir Zelensky mostrou em Paris a sua revolta com o alívio das sanções dos Estados Unidos ao petróleo russo e sublinhou que a decisão dá à Rússia mais 10 mil milhões de dólares para gastar na guerra.

O Presidente de França, Emmanuel Macron, à direita, e o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, à esquerda, participam numa reunião bilateral no Palácio do Eliseu, em Paris, sexta-feira, 13 de março de 2026.

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Numa altura em que o Médio Oriente rouba o foco mediático, Volodymir Zelensky foi a Paris pedir que o Ocidente não esqueça a Ucrânia. O presidente ucraniano conviveu com estudantes do Instituto de Estudos Políticos de Paris, mais conhecido como Sciences Po.

Conversou ainda com o presidente francês Emmanuel Macron, com quem partilhou críticas aos Estados Unidos, em particular devido à suspensão temporária de 30 dias nas sanções ao petróleo russo que já está no mar.

Para Volodymir Zelensky, a decisão de Donald Trump resulta apenas em mais dinheiro para a Rússia gastar em armamento, críticas partilhadas pelo povo ucraniano em Kiev.

Também António Costa, presidente do Conselho Europeu, aponta a suspensão como “muito preocupante” e sublinha que aumentar a pressão económica sobre a Rússia é decisivo para que Vladimir Putin aceite uma negociação séria para uma paz justa e duradoura.

Entretanto, em território ucraniano, um míssil russo atingiu um autocarro que transportava civis perto de Nova Oleksandrivka. O balanço confirma três mortos: o motorista do veículo e dois passageiros. Quatro pessoas ficaram feridas.

Forças de Kiev avançam e recuperam localidades

Por outro lado, as forças de Kiev conseguiram, nas últimas horas, avanços significativos nas zonas de Zaporíjia e Oleksandrivka, romperam as linhas russas e avançaram cerca de 12 quilómetros, retomando o controlo de várias localidades.

A estratégia de asfixia tecnológica também continua. A Ucrânia atingiu uma fábrica de microchips em Bryansk, essencial para a tecnologia russa. Conseguiu também paralisar o transporte de munições em Belgorod, junto à fronteira, através de sabotagem das ferrovias.



SIC Noticias

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