Donald Trump surpreendeu o mundo com o anúncio de negociações entre os Estados Unidos e o Irão, que adiaram por cinco dias o ultimato dado a Teerão para reabrir o Estreito de Ormuz. O Presidente norte-americano tem já um histórico de ultimatos inconsequentes.

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Na campanha que precedeu o discurso inaugural e o regresso à Casa Branca, Donald Trump estabeleceu uma série de objetivos em relação à política interna e externa dos Estados Unidos.
Tornar a América grande outra vez foi o principal, mas houve também promessas com metas e prazos definidos, como a de terminar num dia, ou seja, em 24 horas, a guerra na Ucrânia.
Ameaça a Putin
Seis meses depois da tomada de posse, dava o primeiro ultimato a Vladimir Putin, em que exigia um acordo de cessar-fogo no prazo de 50 dias ou, em retaliação, a imposição de taxas aduaneiras de 100% a Moscovo e aos seus parceiros comerciais.
O ultimato seria mais tarde reduzido para 10 ou 12 dias. A data, entretanto, expirou sem consequências, nem cessar-fogo.
Maduro ‘sofreu na pele’
O presidente dos Estados Unidos recorreu também à arma do ultimato na Venezuela, quando, em novembro de 2025, numa conversa telefónica, terá exigido a Nicolás Maduro que abandonasse a presidência e o país.
Nicolás Maduro e a mulher, Cília Flores, acabariam por ser raptados a três de janeiro por forças especiais dos Estados Unidos e levados para Nova Iorque, onde estão detidos à espera de julgamento.
E a Gronelândia…
Duas semanas depois do ataque à Venezuela, Donald Trump ameaçava a Dinamarca e mais sete países europeus, aliados dos Estados Unidos, com pesadas taxas aduaneiras suplementares, caso não ficasse fechada, até 1 de junho de 2026, a compra da Gronelândia pelos Estados Unidos.
Donald Trump acabaria por recuar, mas o ultimato feriu o coração da NATO.
