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Carlos César, presidente do PS, defende que o partido não deve romper relações com o Governo. Acrescenta que o partido deve continuar a fazer parte das soluções e não apenas parte da crítica.
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Carlos César considera que o PS deve continuar a “querer ser parte das soluções” apesar da “surdez e défice democrático” do Governo, contribuindo para que o executivo “seja o menos mau possível”.
“Nunca em tão pouco tempo foi tanto dito e não cumprido, e nunca em tão pouco tempo foi tanto feito com tanto defeito. Mesmo assim, o Governo que temos continua a dedicar mais atenção à oposição ao PS e ao namoro com a extrema-direita do que à resolução de todos e de cada um desses problemas que persistem ou que se intensificam”, acusa Carlos César no seu discurso no 25.º Congresso Nacional do PS, no qual foi reeleito presidente do partido.
Apesar disso, na perspetiva de Carlos César, o PS “deve continuar a demonstrar querer ser parte das soluções e não apenas parte da crítica e da denúncia” e lembrar ao Governo liderado por Luís Montenegro “que é dele que depende a estabilidade política”.
“Enquanto for este o governo e não puder ser outro, o nosso dever é o de contribuir para que seja o menos mau possível. Tenho a certeza de que os portugueses compreenderão bem o papel que hoje escolhemos e que nos reconhecerão na sua escolha com outro papel no futuro”, disse.
Para Carlos César, o PS deve “demonstrar, que, mesmo como partido de oposição”, o que deve mover a sua ação “é sempre o bom governo de Portugal”.”Não é o PS que se ajoelha quando propõe ou quando contribui. É o Governo que, na sua surdez e no seu défice democrático, perde e faz perder o nosso país”, destaca.
Eleições presidenciais
Quando às eleições presidenciais vencidas pelo ex-líder do PS António José Seguro, de acordo com César, o PS apoiou, “no tempo e no modo adequados, o candidato que se apresentou vindo da esquerda democrática, cuja vitória pessoal é também uma vitória dos democratas e uma vitória para o Partido Socialista”.
“Saudamos o nosso Presidente da República, que tem aos seus ombros a missão, que não se indicia como fácil, de defender o equilíbrio democrático, o escrutínio e o bom discernimento dos poderes políticos e o respeito pelos nossos valores constitucionais referenciais“, avisa.
De acordo com o presidente do PS, esses valores constitucionais “são agora ameaçados por coligações negativas, surpreendentes mesmo para os democratas que se reveem nas opções da direita moderada, que podem atingir “o próprio texto constitucional”.
