A propósito de uma declaração do ministro Adjunto e da Reforma do Estado, que não acredita que o PS seja “irresponsável” para chumbar o OE, lembra-se no X que o PSD chumbou todos os orçamentos apresentados pelos governos de António Costa. A SIC Verifica.
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José Luís Carneiro, secretário-geral do PS, prometeu “um rotundo não” ao Governo, caso este se vire para a extrema-direita em processos negociais, e garantiu que socialistas serão oposição firme. Face às declarações do socialista, Gonçalo Matias, ministro Adjunto e da Reforma do Estado, garantiu diálogo com todos e disse não “acreditar” que o PS seja “irresponsável”.
Em declarações à Rádio Observador, Matias apontava a momentos cruciais como o OE e medidas reformistas, mas há quem lembre a atuação dos sociais-democratas no passado.
“Nota: o PSD chumbou todos os orçamentos apresentados pelos governos de António Costa“, lê-se numa publicação no X que repartilha uma notícia publicada pelo Observador.
Será que assim foi?
Sim. A bancada parlamentar do PSD votou sempre contra os orçamentos propostos pelos Governos de António Costa. Em sede de votação final global, os anos de 2016, 2017, 2018, 2019, 2020, 2021, 2023 e 2024, sem exceção.
A 28 de outubro de 2021, pela primeira vez na história da democracia portuguesa, o Parlamento chumba o Orçamento do Estado com o voto contra da bancada parlamentar do PSD, do BE, CDS-PP, Chega e IL. O chumbo acabou com o país a ser levado para eleições antecipadas que acabariam por dar ao PS maioria absoluta.
A exceção é apenas o Orçamento Suplementar de 2020 viabilizado pelos sociais-democratas face a uma situação do país que era, segundo Rui Rio, “grave”. O PSD absteve-se nessa altura com o líder social-democrata de então a justificar: “se não houvesse Orçamento Suplementar era dramático para o país”.
Poucos meses depois, o PSD voltaria a votar contra.
A SIC Verifica que é…
É verdade que o PSD sempre votou contra os Orçamentos apresentados pelo PS. Há apenas a exceção do Orçamento Suplementar provocado pela pandemia, que não altera a avaliação porque foi um documento extraordinário fundamental para o país na situação excecional que se vivia.
