A Polícia de Segurança Pública (PSP) propôs ao Ministério Público (MP) que o influencer Tiago Grila seja acusado dos crimes de ofensa à integridade física e omissão de auxílio relativamente ao atropelamento de uma mulher na Amadora, em janeiro de 2024.
Segundo avançou a SIC Notícias, a autoridade já concluiu a investigação e enviou o relatório final ao MP, que deve decidir se acusa Tiago Grila ou se arquiva o inquérito.
Em causa, para a PSP, estão os crimes de ofensas à integridade física, pelo atropelamento de uma mulher que passava numa passadeira com luz verde para os peões junto ao Bingo da Amadora, e de omissão de auxílio, por ter fugido do local.
A polémica em torno de Tiago Grila explodiu em janeiro de 2025, depois de ter revelado no ‘Podcast do Mestre’ que um dos seus segredos era que tinha “atropelado uma pessoa e fugido”.
O momento acabou por tornar-se viral nas redes sociais e influenciador começou a ser investigado pelas autoridades, que apuraram que o atropelamento aconteceu a 17 de janeiro de 2024 junto ao Bingo, na Amadora, Lisboa.
Tiago Grila disse que o segredo era, afinal, uma mentira e que o que disse era apenas “uma estratégia de marketing”.
No entanto, a vítima sofreu vários ferimentos e ficou com traumas psicológicos devido ao acidente.
Numa entrevista à SIC Notícias, a vítima lembrou que foi ao ouvir a ‘confissão’ do influencer, no referido podcast, que reconheceu a situação. “Revi o acidente todo que tinha passado naquele momento”, recordou, descrevendo depois que, nessa noite, partiu o braço, levou “pontos na cabeça” e partiu também os dentes da frente, que “ainda tem por arranjar”.
Depois de o caso ser noticiado, o influencer declarou estar “surpreendido” com a notícia, na qual foi “associado, incorretamente, a um suposto atropelamento que ocorreu no ano passado”.
“Quero deixar claro que essa associação à minha pessoa é completamente falsa e descabida”, escreveu nas redes sociais. Posteriormente, deu várias entrevistas a negar qualquer crime e a reiterar que tudo se tratou de uma estratégia de “marketing”.
Em fevereiro, Tiago Grila viajou para Angola, alegando “questões de segurança”. “Derivado a questões de segurança, muitas ameaças que tenho recebido, até isto estar resolvido, vou numas feriazinhas”, indicou na rede social TikTok.
Regressou semanas depois, no final de março, e garantiu estar “completamente descansado”, uma vez que “acredita na justiça portuguesa”. Em junho, foi constituído arguido pelo MP.

