Economia

PTRR: oposição diz que Montenegro apresentou "uma mão cheia de nada"

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O Governo espera o “contributo de todos”, mas para já os partidos não ficaram impressionados com o anúncio de Luís Montenegro.

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O Governo aprovou as linhas gerais do “Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência” (PTRR) para responder aos prejuízos da tempestade, mas não quis definir já o valor. Para a oposição, o plano anunciado esta sexta-feira pelo primeiro-ministro é, por enquanto, uma mão “cheia de nada”.

O Presidente da República aplaude a decisão: “Penso que é prudente a posição tomada pelo Governo, que é, em vez de começar pelo telhado, começar pelas bases do edifício”, disse Marcelo Rebelo de Sousa.

Já o líder do Partido Socialista fala de “um plano de intenções”. Para José Luís Carneiro, “o Governo devia ter um plano de ação para responder a muitos dos municípios que estão ainda fora da declaração de calamidade”.

Por sua vez, André Ventura diz que esperava uma comunicação ao país “clara, inequívoca e sobretudo materializável”, mas, diz, Luís Montenegro “optou por fazer o contrário”.

“Continuamos há dois anos a viver de anúncios sem que esses anúncios tenham qualquer consequência, qualquer ação”, condena a presidente da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão.

Para Rui Tavares, do Livre, “o Governo ainda está a correr atrás do prejuízo, a improvisar.

Paula Santos, do PCP, caracteriza o anúncio que foi feito pelo primeiro-ministro como “uma mão cheia de nada”.

Já o bloquista José Manuel Pureza, defende que “é preciso que, por exemplo, grandes empresas, concessionárias de autoestradas, concessionárias de telecomunicações façam a sua parte”.

Inês Sousa Real, do líder do PAN, considera que “a medidas adotadas em Conselho de Ministros são de, alguma forma, muito crentes que este orçamento do Estado possa chegar para dar a resposta que o país precisa”.

De acordo com o chefe de Governo, nos próximos dias, o Governo vai iniciar uma “auscultação nacional alargada”, com reuniões com Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República, e António José Seguro, chefe de Estado eleito, partidos políticos com assento parlamentar, governos regionais, autarquias, parceiros sociais, academia, empresas e sociedade em geral.

Estão previstas reformas que o Governo considera imprescindíveis, como a da Proteção Civil, que só avança depois da época de incêndios, e a do INEM, que poderá avançar ainda antes do verão.



SIC Noticias

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