Cultura

Quanto ganham os astronautas da histórica missão Artemis II e será que compensa o risco que correm?


Rumo à Lua

EXPLICADOR

Quatro astronautas fizeram história ao sobrevoar a face oculta da Lua, levando a exploração humana a um novo patamar. Mas, por trás da aventura e do prestígio, surge a curiosidade: como são recompensados financeiramente aqueles que arriscam a vida pelo avanço da ciência?

Os membros da tripulação da Artemis II, da esquerda para a direita, Victor Glover, Jeremy Hansen, Reid Wiseman e Christina Koch durante o seu período de observação da Lua, no decorrer de um sobrevoo lunar, na segunda-feira, 6 de abril de 2026.

NASA / AP

Nos últimos dias, todas as atenções têm estado voltadas para a Artemis II, a primeira missão tripulada à Lua em mais de 50 anos. Desde então, tudo já foi notícia: desde as 189 opções alimentares disponíveis a bordo até ao desafio de usar a casa de banho no espaço. Mas quanto ganham os quatro astronautas que fizeram história ao sobrevoar a face oculta da Lua?

A bordo da cápsula Orion, do foguetão Space Launch System (SLS), seguem os três astronautas norte-americanos Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, acompanhados do astronauta canadiano Jeremy Hansen.

Qual é o salário anual de um astronauta?

Os astronautas norte-americanos são pagos com base no salário de funcionário público. Segundo a NASA, o valor referente a 2024 fixava-se em 152.258 dólares anuais, aproximadamente 131.239 euros, dependendo da experiência e do nível de qualificação.

No caso dos astronautas da Agência Espacial Canadiana (CSA), a situação é semelhante, com salários que variam entre 97.100 e 189.600 dólares canadianos (dados de 2023), também de acordo com a experiência e o nível de qualificação.

Astronautas recebem alguma compensação extra?

Engane-se quem pensa que a estes “super-heróis do espaço” está ainda reservada uma recompensa astronómica proporcional ao risco que assumem e à sua contribuição para os avanços científicos da Humanidade quando regressarem do espaço.

Em 2024, Michael Massimino, veterano de duas missões do Space Shuttle (operado entre 1981 e 2011), disse à MarketWatch que “não existe pagamento por risco, não há horas extras, não há compensações. Não há qualquer incentivo financeiro para permanecer mais tempo no espaço.”

Segundo a revista de negócios Fortune, que cita um porta-voz da NASA, os astronautas têm, no entanto, transporte, alojamento e refeições pagos, e recebem ainda um pequeno subsídio diário de cerca de 5 dólares para despesas incidentais, o que, numa viagem com duração de 10 dias, corresponde a 50 dólares.

“Quando os astronautas da NASA estão a bordo da Estação Espacial Internacional (EEI), recebem o salário correspondente a uma semana de trabalho de 40 horas”, referiu.

Apesar de estarem literalmente a trabalhar além do horário normal, os astronautas continuam a receber apenas o salário base semanal, sem remuneração extra por fins de semana ou feriados, confirmou ainda um porta-voz da NASA.



SIC Noticias

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