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Quatro meses após assalto ao Louvre, joias de valor inestimável continuam por encontrar


Europa

Correspondente SIC

A Presidente do Museu do Louvre demitiu-se. Os funcionários queixam-se de condições de trabalho precárias. Quatro meses depois do “assalto do século”, a ferida continua aberta. Os quatro presumíveis ladrões estão em prisão preventiva, mas as joias continuam por encontrar.

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Nunca apareceram as joias da coroa francesa roubadas do Museu do Louvre em plena luz do dia, quatro meses depois do chamado “assalto do século”. A diretora demitiu-se.

Ninguém esquece o momento em que joias napoleónicas saem do Louvre. Como se o museu estivesse ao abandono, dois ladrões partiram uma janela, roubaram e desceram o monta cargas que ali tinham previamente colocado.

Fugiram depois nas scooters de outros dois assaltantes que aguardavam cá fora.

Nesta manha de domingo, 19 de outubro de 2025, começava um verdadeiro calvário para a então diretora do maior museu do mundo.

Laurence des Cars tornou-se a cara do falhanço de segurança. Diz-se que falta orçamento e escasseiam os recursos.

O museu enfrenta até problemas nas canalizações. Uma fuga de água, em novembro, danificou centenas de obras raras.

Os trabalhadores do Louvre protestam com frequência e queixam-se de condições de trabalho precárias.

Des Cars chegou ao fim de linha. Demitiu-se esta terça-feira e Macron aceitou. Diz a Presidência francesa que o Louvre precisa de um novo impulso.

Christophe Leribault, um conhecido historiador de arte, ocupa agora um dos mais prestigiados cargos do mundo da cultura.

Quatro meses depois do assalto, a ferida continua aberta. Os quatro presumíveis ladrões estão em prisão preventiva. Mas as joias de valor inestimável continuam por encontrar e resta saber se alguma vez mais aqui voltam.



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