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Quem foi Carolyn Bessette-Kennedy? A 'influencer fantasma' que continua a ser um ícone da moda

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Moda

Carolyn Bessette- ou CBK como ficou conhecida- foi um dos ícones da moda dos anos 90. Quase três décadas depois da sua morte, a história e o estilo de uma mulher que marcou gerações regressa à atualidade.

Lawrence Schwartzwald

Discreta, elegante e envolta numa aura mística, Carolyn Bessette, nasceu em 1966, em Nova Iorque. Criada longe dos holofotes da fama trabalhou no departamento de relações-públicas da Calvin Klein.

A sua sofisticação e discrição depressa fizeram com que se tornasse numa das mais influentes figuras dos bastidores da moda. O depurado estilo pessoal aliado à notoriedade que ganhou no meio ‘fashion’ tornaram CBK numa referência global dos anos 90.

O casamento Kennedy e a ‘maldição’ da família

A vida de Carolyn viria a mudar da noite para o dia. O amor que sentiu por John F. Kennedy Jr., filho do antigo presidente norte-americano John F. Kennedy, fez com que fosse atirada para o meio da arena pública.

Apesar do casamento ter sido tentado manter em segredo até ao último momento, todo o mistério fez com que o público ficasse ainda mais sedento pelo mediático casal.

Os paparazzi acampados à porta de casa e as perseguições que aconteciam a partir do momento em que Carolyn colocava o pé fora de casa fizeram com que a presença de CBK na rua se tornasse escassa.

A opinião pública dividiu-se: para uns era apenas envergonhada e tinha problemas com toda a atenção mediática, mas para outros Carolyn passou a ser conhecida como a ‘rainha do gelo‘.

A verdade é que a união entre CBK e o ‘príncipe dos Estados Unidos’- alcunha que JFK Jr. recebeu no dia em que completou três anos e visitou o caixão do pai, JFK- não escapou ao peso simbólico da chamada “maldição dos Kennedy“.

As sucessivas tragédias que marcavam a família Kennedy viriam a ter novos protagonistas. Em 1999, Carolyn, John Jr. e a irmã mais velha dela, Lauren Bessette, morreram num acidente de avião ao largo de Martha’s Vineyard.

Até aos dias de hoje, apenas 11 segundos da voz de CBK foram ouvidos publicamente.

CBK, a “influencer fantasma”

O interesse renovado em Carolyn Bessett-Kennedy deve-se, em grande parte, à nova série “Love Story“, de Ryan Murphy. Ao longo de nove capítulos, revisita-se a relação do casal e explora-se tanto o lado romântico como a pressão mediática a que estavam sujeitos.

A produção tem despertado interesse e curiosidade em muitos não só pela história em si, mas também pela recriação do universo estético dos anos 90, onde CBK e o seu estilo surgem como figuras centrais.

Ao The Guardian, Sunita Kumar Nair, a biógrafa de Carolyn, acredita que a forma como a nora de Jackie Kennedy Onassis se vestia era a sua ferramenta de comunicação.

“Acho que foi por isso que ela não deu muitas entrevistas e que achava que, quando estava em público, talvez a moda falasse por si. Ela era extremamente reservada. Não procurava propriamente a fama, o que considero uma qualidade muito atraente, especialmente nos dias de hoje.”

Num perfil sobre o estilo do casal, Vanessa Friedman, editora de moda do New York Times, apelidou Carolyn como a “influencer fantasma“. O termo em muito se deve ao facto de quase 30 anos depois da morte da antiga publicitária da Calvin Klein, as pessoas voltaram a querer vestir-se à Carolyn Bessette.

“Como vestir-me à Carolyn Bessette?”

A moda é cíclica e Carolyn Bessette é apenas mais uma prova disso. Com um estilo marcado por um minimalismo ‘sofisticado’, caracterizado por linhas simples, cortes limpos, a maioria do seu armário era composto por uma paleta de cores neutra.

Preto, branco e bege em peças básicas com silhuetas intemporais, como slip dresses, cascos estruturados e alfaiataria clássica fizeram de CBK uma inspiração no mundo da moda.

O chamado “quiet luxury“, uma das tendências dominantes da atualidade, encontrou na ‘princesa americana’ uma das suas maiores precursoras.

Passados tantos anos, para quem quiser “vestir-se à Carolyn Bessette” basta utilizar umas calças de ganga, uma camisa branca, o cabelo preso e uns óculos escuros.

Afinal foi assim, que CBK saiu à rua dezenas de vezes na esperança que os paparazzi percebessem que todas as fotos ficariam iguais e, quem sabe, parassem de a perseguir.

A estratégia não funcionou e Carolyn Bessette Kennedy acabou por morreu a “vestir o que sentia”.



SIC Noticias

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