Na próxima madrugada, os relógios adiantam uma hora para entrar no horário de verão. A mudança horária não é um tema politicamente consensual, mas os médicos consideram que a alteração tem efeitos no comportamento das pessoas.
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As mudanças ocorrem duas vezes por ano no último domingo de outubro e no último domingo de março. Para a comunidade científica, a mudança da hora influencia o comportamento fisiológico, o que parece corresponder à opinião generalizada das pessoas que defendem a manutenção do mesmo horário.
E, na hora de optar por um único horário, o médio André Reis não tem grandes dúvidas de que o de verão seria mais indicado. O tema não é consensual na opinião pública, que se divide nas preferências entre o horário de verão e o de inverno.
A manutenção do mesmo horário tem estado em discussão no seio da União Europeia. Em 2018, uma proposta ficou em suspenso por falta de consenso entre os Estados-Membros sobre qual horário, de verão ou de inverno, deveria ser adotado. Na altura, o primeiro-ministro António Costa foi contra.
No ano passado, o chefe do Governo Espanhol chegou a apelar publicamente ao fim definitivo da mudança de hora.
A Comissão Europeia considera que ainda é possível alcançar um consenso e vai apresentar, ainda este ano, um estudo nesse sentido.
