A sequência das tempestades que atingiram o país nas últimas semanas, provocando 18 mortes e a destruição total e parcial de casas, empresas, equipamentos, quedas de árvores e estruturas, proporcionou também uma acumulação de riqueza hídrica nas barragens nacionais, que estão atualmente nos seus níveis máximos de armazenamento de água, refere a associação em comunicado enviado à Lusa.
Enquanto principais beneficiárias das cheias recentes, as empresas produtoras de energia “podem e devem”, segundo a Quercus, contribuir para o fundo público de apoio a futuras catástrofes, através de uma sobretaxa correspondente a uma percentagem dos lucros extraordinários desta atividade.
A passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta provocaram ainda o encerramento de estradas, o corte de energia, água e comunicações, e inundações e cheias, afetando em especial as regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou na quinta-feira no parlamento que o programa Portugal Recuperação, Transformação e Resiliência (PTRR), criado para responder às consequências das tempestades, prevê a criação de um “fundo que possa estar disponível para acorrer a situações de calamidade”.
A associação pede ainda à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) que divulgue mensalmente a percentagem de água utilizada por setor e por barragem, destacando a importância dos dados mensais sobre a duração prevista do armazenamento de água, e o período temporal assegurado pelas disponibilidades hídricas, para fazer face a situações de seca extrema, e sobre a água utilizada por setor e por barragem.
Para discutir a gestão da água em Portugal, a presidente da Quercus, Alexandra Azevedo, desafia também a APA a reativar o Conselho Nacional da Água, que diz estar parado há três anos.
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