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Região junto ao rio Mondego foi uma das mais afetadas pelas cheias, Governo diz estar a trabalhar no pós-crise


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A Agência Portuguesa do Ambiente diz que vai começar já a trabalhar no estudo sobre o modelo de vigilância e de prevenção de cheias e avisa que é importante prevenir com ordenamento do território. Para já, o estudo será para o Mondego, mas o objetivo é alarga-lo às maiores bacias hidrográficas.

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A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) diz que as cheias dos últimos dias são inéditas. Para tal contribuíram as sete tempestades que atingiram o país e deixaram muitas zonas alagadas. A região junto ao rio Mondego foi uma das mais afetadas e, por isso, o Governo diz que já está a trabalhar no pós-crise.

“Solicitamos à APA que se junte com os maiores especialistas do momento para olhar para o sistema de infraestruturas físicas do Mondego e ver se ele está na verdade adaptado às condições de hoje”, disse Maria da Graça Carvalho, Ministra do Ambiente e Energia.

O despacho, publicado esta quarta-feira, determina ainda a avaliação do modelo de vigilância e de prevenção de cheias.

A Agência Portuguesa do Ambiente diz que vai começar já a trabalhar no estudo e avisa que é importante prevenir com ordenamento do território.

“A primeira prioridade é a prevenção, é muito o ordenamento do território, depois é a proteção, fazendo barragens onde elas fazem sentido para minimizar cheias” afirmou José Carlos Pimenta Machado, presidente a APA.

Para já, o estudo será para o Mondego, mas o objetivo é alarga-lo às maiores bacias hidrográficas.

Sobre os danos provocados pela tempestade Kristin, a ministra do Ambiente lamenta que ainda haja milhares de pessoas sem eletricidade no centro do país. Outra preocupação do Governo é a erosão costeira, que deverá exigir intervenções em todo o litoral.

“Portugal cometeu muitos erros nos anos 1970, 1980 e 1990 e é de difícil resolução porque nessas habitações estão famílias. A nossa recomendação, e que a APA também é autoridade nessa matéria, é em zonas de risco no litoral, domínio hídrico e leito de cheia não pode haver reconstrução”, afirma Maria da Graça Carvalho.

Recorde-se que, no concelho de Almada, em São João da Caparica, um desabamento obrigou 30 pessoas a saírem de casa e, em Porto Brandão, 500 pessoas foram retiradas das habitações por risco de derrocada.



SIC Noticias

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