Cultura

Relação entre Portugal e Espanha "inabalável" apesar de posições distintas sobre conflito no Irão


Política

Pedro Sánchez criticou duramente a intervenção norte-americana contra o Irão, classificando-a como um “enorme erro”, o que levou Trump a anunciar o corte das relações económicas com Espanha. Já Luís Montenegro adotou uma posição mais moderada, apelando ao diálogo entre aliados.

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A guerra no Médio Oriente e as suas consequências dominaram a cimeira ibérica, que juntou Portugal e Espanha, dois países que têm assumido posições diferentes quanto ao papel dos Estados Unidos no conflito.

O presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, criticou a intervenção norte-americana contra o Irão e defendeu que, entre aliados, também é importante apontar erros.

“Entre países aliados, é bom ajudar quando alguém está certo, mas também apontar quando alguém está errado ou a cometer um erro. Esta guerra no Irão, na minha opinião e na do Governo de Espanha, é um enorme erro”, afirmou Pedro Sánchez.

A posição espanhola e a recusa em disponibilizar bases militares irritaram o Presidente norte-americano, Donald Trump, que anunciou o corte das relações económicas com Espanha.

Perante a escalada de tensão, o primeiro-ministro português, Luís Montenegro, apelou à moderação e defendeu o diálogo entre aliados.

“As ameaças e acusações não são o caminho na relação entre aliados. Precisamente porque está em causa a relação entre dois países aliados, Portugal não contribuirá para aumentar essa tensão, mas sim para tentar desanuviá-la”, afirmou.

Montenegro sublinhou ainda que a relação entre Portugal e Espanha mantém-se inabalável, ao mesmo tempo que procurou esclarecer a posição portuguesa face ao conflito.

Segundo o primeiro-ministro, o nosso posicionamento é estar ao lado dos países que estão a ser alvo de ataques e daqueles que o defendem“. Por isso, disse estar ao lado dos Estados Unidos, tal como apoia Espanha quando esta decide ajudar a defesa de países amigos, como o Chipre.

Questionado sobre a possibilidade de Portugal enviar meios militares para operações de proteção em Chipre, Luís Montenegro não assumiu qualquer compromisso.



SIC Noticias

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