“Assumimos o compromisso de garantir água em maio para a campanha de rega”, disse Pimenta Machado, em Coimbra, no final da sessão pública “Levar a sério o desafio. Análise das cheias do Mondego de fevereiro de 2026”, que decorreu sob o dique do viaduto da A1, que ruiu em fevereiro.
A obra foi consignada hoje e a reparação do canal de rega, que ruiu na zona da Ponte dos Casais, em Coimbra, vai custar 2,9 milhões de euros.
O presidente da APA disse que, no entanto, existem variáveis que não se controlam pelo que os prazos para serem cumpridos “tem de se esperar que não haja nenhuma situação excecional”.
“Com tudo a correr bem, estamos confortáveis e confiantes de que vamos cumprir com o prazo”, sublinhou.
A intervenção vai reparar o dique e no canal de rega danificado vai ser adotada uma solução provisória, com um sistema prefabricado “para ser mais rápida” a ligação ao canal condutor geral para garantir água para os diferentes usos.
No início de março, as cooperativas agrícolas do vale do Baixo Mondego tinham alertado a Comissão Parlamentar de Agricultura e Pescas para a necessidade de a reparação do canal de rega do Mondego estar concluída até ao início de maio.
Os campos agrícolas do Mondego estendem-se entre Coimbra, Montemor-o-Velho, Soure e Figueira da Foz e totalizam uma área de cerca de 15 mil hectares.
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