Economia

Resposta do Governo ao 'comboio de tempestades' leva nega de metade dos portugueses

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Política

Sondagem SIC/Expresso

Quase dois meses depois do ‘comboio de tempestades’ que assolou várias regiões de Portugal continental, a avaliação dos portugueses à ação do Governo e dos dois maiores partidos da oposição – Chega e PS – é negativa, indica um estudo de opinião feito pelo ICS e ISCTE para a SIC e Expresso.

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O desempenho do Governo na resposta às tempestades, que atingiram o país entre janeiro e fevereiro e que provocaram vítimas mortais, levaram ao decreto do Estado de Calamidade em 60 concelhos e estragos de milhares de milhões de euros, é considerado “mau”, ou mesmo, “muito mau”, por 51% dos inquiridos.

Mas os líderes dos dois maiores partidos da oposição também não saem bem na fotografia, com a maioria dos portugueses a entenderem que houve aproveitamento político da catástrofe, sobretudo por parte de André Ventura (58%), mas também por José Luís Carneiro (41%).

Os inquiridos não têm, porém, dúvidas de que agora é tempo de recuperar dos estragos provocados pelo ‘comboio de tempestades’. Por isso, os partidos têm o dever de colaborar com o Governo, acreditam mais de 60%.

um terço, 36%, afirmam que o papel da oposição é fiscalizar o Executivo.

Ficha Técnica

Este relatório baseia-se numa sondagem cujo trabalho de campo decorreu entre os dias 27 de fevereiro e 8 de março de 2026. Foi coordenada por uma equipa do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-ULisboa) e do Iscte – Instituto Universitário de Lisboa (Iscte-IUL), tendo o trabalho de campo sido realizado pela GfK Metris. O universo da sondagem é constituído pelos indivíduos de ambos os sexos com idade igual ou superior a 18 anos e capacidade eleitoral ativa, residentes em Portugal Continental.

Os respondentes foram selecionados através do método de quotas, com base numa matriz que cruza as variáveis Sexo, Idade (4 grupos), Instrução (3 grupos), Região (7 Regiões NUTS II) e Habitat/Dimensão dos agregados populacionais (5 grupos). A partir de uma matriz inicial de Região e Habitat, foram selecionados aleatoriamente 100 pontos de amostragem, onde foram realizadas as entrevistas de acordo com as quotas acima referidas.

A informação foi recolhida através de entrevista direta e pessoal na residência dos inquiridos, em sistema CAPI, e a intenção de voto recolhida através de simulação de voto em urna. Foram contactados 2778 lares elegíveis (com membros do agregado pertencentes ao universo) e obtidas 801 entrevistas válidas (taxa de resposta de 29%, taxa de cooperação de 46%). O trabalho de campo foi realizado por 39 entrevistadores, que receberam formação adequada às especificidades do estudo.

Todos os resultados foram sujeitos a ponderação por pós-estratificação de acordo com a frequência de prática religiosa e a pertença a sindicatos ou associações profissionais dos cidadãos portugueses com 18 ou mais anos residentes no Continente, a partir dos dados da vaga mais recente do European Social Survey (Ronda 11). A margem de erro máxima associada a uma amostra aleatória simples de 801 inquiridos é de +/- 3,5%, com um nível de confiança de 95%.



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