A autarquia adiantou em comunicado que na segunda-feira procedeu à desobstrução do caminho de acesso, “permitindo já a circulação de veículos, embora de forma condicionada às condições do local e às condições meteorológicas”.
A intervenção “rápida e adequada possibilita, desde já, a passagem de veículos motorizados e de pessoas, ainda que de forma condicionada, até que seja realizada a correção total da situação”.
O município referiu que “a remoção integral dos detritos” será efetuada hoje.
“No âmbito da cooperação institucional em prol das populações que o município mantém com as secretarias regionais, achamos por bem disponibilizar maquinaria municipal para uma intervenção mais célere na desobstrução do trilho da Caldeira, em colaboração com a Secretaria Regional do Ambiente”, esclareceu.
O presidente da Câmara Municipal da Calheta, António Viegas, disse no domingo à agência Lusa que a autarquia estava a “acompanhar constantemente” a situação.
Segundo o autarca, a derrocada aconteceu no mesmo local onde já tinha ocorrido outra, no início de outubro de 2025, tendo a circulação ficado restabelecida provisoriamente no dia 14 de novembro.
“Julgamos nós que também temos que ter alguma atuação junto do [serviço regional do] Ambiente e da própria Secretaria [Regional] da Agricultura, […] para saber porque é que aquilo está acontecer”, disse.
António Viegas referiu que antigamente a situação “não acontecia, sempre correu água naquela zona, mas não como uma ribeira”: “Agora está totalmente uma ribeira, uma ribeira forte, uma ribeira que corre muito naquela zona e anteriormente não acontecia.”
Para o autarca da Calheta, a situação poderá estar a acontecer “devido a algumas intervenções” feitas em caminhos e terrenos agrícolas na zona, “por causa de uma outra ribeira”.
“Não está a acontecer só na fajã dos Cubres, está a acontecer também nalgumas outras fajãs, em zonas onde antigamente não havia tanta água, tanta ribeira. E, depois, é uma coisa muito estranha, choveu muito ontem [sábado], ela [a ribeira] corria muito, e hoje [domingo] de manhã nem um pingo de água corria. Portanto, dá a impressão que a água está a acumular em cima e que está a escoar para aquela zona”, relatou.
A autarquia também vai pedir a colaboração do Governo Regional dos Açores para atuar naquela zona, alegando que não se pode chegar ao verão “daquela maneira, sem segurança”.
“Vamos criar segurança, ver como é que podemos reduzir aquele caudal da ribeira e criar condições para as pessoas poderem passar com alguma segurança”, vincou.
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