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José Saramago, Nobel português da Literatura, pode deixar de ser obrigatório no 12.º ano; Camilo Castelo Branco passa a leitura obrigatória.
Ulf Andersen/Getty
A proposta de revisão das Aprendizagens Essenciais de Português, atualmente em consulta pública pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação, retira a obrigatoriedade de obras de José Saramago no ensino secundário.
Na prática, as escolas deixam de estar obrigadas a escolher uma obra do escritor no 12.º ano, passando a poder optar por outros autores. Atualmente, o programa prevê a leitura integral de “Memorial do Convento” ou de “O Ano da Morte de Ricardo Reis”.
A proposta prevê ainda que Camilo Castelo Branco passe a leitura obrigatória neste nível de ensino e abre a possibilidade de escolha de obras como “Um Deus Passeando pela Brisa da Tarde”, de Mário de Carvalho.
Segundo responsáveis da área, a revisão procura aumentar a diversidade de autores e temas trabalhados nas escolas, permitindo maior flexibilidade na escolha das obras.
A alteração, que retira da obrigatoriedade o único Nobel português da Literatura, poderá suscitar debate no meio académico e cultural.
O documento está em consulta pública até 28 de abril e poderá ser ajustado antes de entrar em vigor no próximo ano letivo.
