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Saúde mental dos jovens impulsiona controlo de idade nas redes sociais


Olhares pelo Mundo

Uma empresa dos EUA testa cenários em que adolescentes tentam enganar os sistemas de verificação de idade, como utilizar máscaras ou mostrar bonecos à câmara.

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O aumento das preocupações com a saúde mental dos adolescentes, o abuso online e a disseminação de imagens sexuais de menores geradas por inteligência artificial está a levar governos a reforçar medidas para limitar o acesso de menores a redes sociais e outros serviços online destinados a adultos.

A Austrália foi um dos países que impulsionou este movimento ao proibir a criação de contas nas redes sociais para adolescentes. A Europa, o Brasil e vários estados norte-americanos estão agora a avançar com requisitos semelhantes.

Equilíbrio entre eficácia e privacidade

Durante anos, empresas tecnológicas argumentaram que controlar utilizadores menores de idade era impraticável ou arriscado. No entanto, os avanços na tecnologia de verificação de idade, que inclui análise facial, documentos de identificação, autorização parental e padrões comportamentais, estão a reforçar a confiança de que estes sistemas podem funcionar.

A empresa de verificação de identidade Persona, de São Francisco, ajuda empresas a confirmar quem são os utilizadores através de verificações de documentos, autenticação biométrica e ferramentas de prevenção de fraude.

O CEO da empresa, Rick Song, afirma que o principal desafio é equilibrar a eficácia dos sistemas com a proteção da privacidade.

“Um sistema absolutamente infalível recolhe informação a mais. E um sistema que não faz nada também é problemático”, disse à Reuters.

Tentativas de enganar os sistemas

Segundo Song, a empresa também testa cenários que adolescentes podem usar para tentar enganar os sistemas de verificação de idade, como usar máscaras ou mostrar bonecos à câmara.

“Algumas crianças são incrivelmente talentosas artisticamente. Barba, barba falsa… tudo isso acontece. Eles usam essas estratégias.” Disse Song

Dados preliminares da Austrália mostram que milhões de contas suspeitas de pertencer a menores já foram bloqueadas, embora alguns fornecedores afirmem que certas plataformas poderão estar apenas a cumprir o mínimo exigido.

A Europa e o Reino Unido estão a acompanhar de perto a experiência australiana enquanto avaliam o reforço das suas próprias regras.

Em Portugal

Em Portugal, o acesso às redes sociais poderá vir a ser proibido a menores de 16 anos, segundo um projeto de lei do PSD. A proposta estabelece que jovens entre os 13 e os 16 anos só poderão aceder a plataformas como Instagram, TikTok ou Facebook com consentimento parental expresso e verificado, sendo a idade confirmada através da Chave Móvel Digital.

O diploma prevê ainda que as plataformas implementem mecanismos de verificação de idade para conteúdos potencialmente prejudiciais. A fiscalização ficará a cargo da Autoridade Nacional de Comunicações e da Comissão Nacional de Proteção de Dados.



SIC Noticias

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