Portugal

Seguro e Montenegro reuniram durante mais de duas horas e meia

Luís Montenegro chegou ao Palácio Nacional de Queluz, no concelho de Sintra, distrito de Lisboa, pouco antes das 16:00 e saiu pelas 18:40, sem prestar declarações aos jornalistas à chegada nem à saída.

No fim do encontro, António José Seguro acompanhou o chefe do Governo PSD/CDS-PP até à porta, mas sem sair do palácio onde tem um gabinete de trabalho até tomar posse como chefe de Estado, em 09 de março.

Segundo uma nota divulgada pela assessoria de comunicação do Presidente eleito na segunda-feira, a reunião de hoje destinava-se à apresentação formal de cumprimentos por parte do primeiro-ministro e também do programa Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR).

A comunicação social ficou no exterior do palácio e apenas pôde captar imagens no início do encontro, que mostram Seguro e Montenegro sentados junto a uma mesa redonda, o primeiro-ministro com duas pastas de documentos e o Presidente eleito com um pequeno caderno.

O Governo PSD/CDS-PP aprovou na sexta-feira as linhas gerais de um programa para a recuperação dos danos provocados pelas recentes tempestades, designado PTRR.

Na quinta-feira, no debate quinzenal na Assembleia da República, o primeiro-ministro manifestou a intenção de envolver os partidos políticos, o atual Presidente da República e o seu sucessor, e também os parceiros sociais, autarquias locais, governos regionais e academia para “um aprofundamento político” do PTRR.

Luís Montenegro referiu que tencionava apresentar a versão inicial do PTRR ao Presidente eleito, António José Seguro, durante esta semana, e que contava com “todos os partidos” com representação parlamentar — que ouvirá na quarta-feira — para o seu desenho e aprovação.

Hoje de manhã, a Presidência da República divulgou uma nota a dar conta de que o chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, foi ouvido na segunda-feira pelo primeiro-ministro sobre a proposta de criação do programa PTRR.

Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que causaram também centenas de feridos e desalojados.

As regiões Centro, de Lisboa e Vale do Tejo e do Alentejo foram as mais afetadas pelas tempestades, que provocaram a destruição de casas, empresas, equipamentos e infraestruturas, o corte de energia, água e comunicações.

António José Seguro, antigo secretário-geral do PS, foi eleito Presidente da República na segunda volta das eleições presidenciais, em 08 de fevereiro, em que obteve cerca de 67% dos votos expressos, contra André Ventura, presidente do Chega.

Há dez anos, também Marcelo Rebelo de Sousa, enquanto Presidente eleito, recebeu o então primeiro-ministro, António Costa, no Palácio Nacional de Queluz, num encontro que durou aproximadamente duas horas e meia, e que na altura o chefe do Governo do PS qualificou como “uma excelente reunião de trabalho”.

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