José Luís Carneiro foi hoje reeleito secretário-geral do PS com 96,9% dos votos expressos nas eleições diretas em que foi candidato único, quando faltam apurar 91 secções, indicou fonte oficial do partido.
JOSÉ COELHO/LUSA
De acordo com resultados provisórios divulgados esta noite José Luis Carneiro já obteve 20.012 votos, tendo sido registados também 489 votos brancos e 135 nulos.
O universo de votantes foi de 20.636 militantes, numas eleições diretas cuja taxa de participação se situou nos 53,2%.
José Luís Carneiro vê assim reforçada a votação face à primeira vez em que foi eleito líder dos socialistas.
Quando foi eleito pela primeira vez secretário-geral do PS, em junho do ano passado, também como candidato único, José Luís Carneiro teve 95,4% dos votos, equivalendo a 17.434 boletins.
Nessa eleição foram registados também 701 votos brancos e 128 nulos, numas diretas em que a taxa de participação foi de 48,9% e quando votaram cerca de 18 mil socialistas.
Segue-se o XXV Congresso
José Luís Carneiro assumiu a liderança do PS de forma intercalar para concluir o mandato do ex-líder do PS Pedro Nuno Santos, que se demitiu do cargo na sequência do resultado do partido nas eleições legislativas de maio de 2025.
A maioria das federações foi a votos na sexta-feira, mas hoje ainda faltavam seis estruturas.
Nas eleições destes dois dias, segundo fonte oficial do partido, são 39.487 os militantes que compõem o universo eleitoral e que podem votar, um aumento de cerca de cinco mil em relação às últimas diretas de junho de 2025.
Além de votarem para a liderança, os militantes do PS elegeram também os delegados ao XXV Congresso Nacional agendado para 27, 28 e 29 de março, em Viseu.
Na moção global de estratégia com que se apresenta, intitulada “Contamos todos”, Carneiro assegura que os socialistas não procuram eleições legislativas antecipadas, “mas têm que estar preparados para estar à altura de todas as responsabilidades”.
Com o objetivo de “afirmar e modernizar” o PS, José Luís Carneiro propõe a criação de um Código de Ética dos militantes e eleitos socialistas, de uma Comissão de Ética e de um canal de denúncias interno.
José Luís Carneiro referiu que as prioridades da sua moção estratégica são muito claras.
“Habitação, saúde, salários, uma economia que incorpora um choque de tecnologia e que se baseia numa nova política fiscal para garantirmos melhores remunerações, tendo a ambição que até 2035 sejamos capazes de ter salários médios em Portugal equiparáveis aos salários médios europeus”, resumiu.
[Notícia atualizada às 21h53]
