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Apesar dos pedidos de ajuda ao Governo português, o Ministério dos Negócios Estrangeiros recusa organizar voos de repatriamento, justificando que a Tailândia não está em guerra. Alguns portugueses tentaram alternativas com escalas, mas acabaram por ficar retidos noutros países, agravando a situação.
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Mais de uma centena de portugueses continuam retidos em Banguecoque e com dificuldades em regressar a casa. Dizem que há companhias aéreas a pedir sete mil euros por um bilhete de avião. Pedem ajuda ao Governo, mas o Executivo responde que não há voos de repatriamento porque a Tailândia não está em guerra.
Carla é uma das portuguesas retidas na capital tailandesa que, cansada de esperar por soluções, aceitou a opção dada pela agência de vir até Lisboa num voo com escala no Dubai e em Madrid. Mas a viagem parou no Dubai.
A solução dada acabou por se tornar num problema maior, porque continua retida agora no Dubai. Mas ainda são centenas aqueles que continuam na Tailândia e sem saída à vista.
Sem saberem o que fazer, o grupo de portugueses já contactou a embaixada, que diz que não está previsto nenhum voo de repatriamento para a Tailândia.
Foi precisamente o que aconteceu com Carla. Há outras soluções, por outras rotas e outras companhias aéreas, mas que dizem ser insustentáveis tendo em conta o preço dos voos.
Contactado pela SIC, o Ministério dos Negócios Estrangeiros garante que está em contacto permanente com as entidades locais e até com as companhias aéreas. Diz que, por agora, não pode fazer mais nada e avisa que não está prevista qualquer ação de repatriamento porque a Tailândia não é um país em guerra.
