Cultura

"Sentimos que éramos um estorvo para Governo e patrões", diz UGT


Economia

O secretário-geral da UGT, Mário Mourão, esclarece que a proposta de reforma laboral que esteve esta segunda-feira em debate entre os parceiros sociais e o Governo “não reúne as condições para que a UGT dê o seu acordo”.

MANUEL DE ALMEIDA

Sem assumir o fim das negociações, o secretário-geral da UGT, Mário Mourão, sustentou que a proposta do Governo “não reúne as condições para que a UGT dê o seu acordo”.

“O Governo manteve as traves-mestras. Se tanto o Governo como os patrões acham que a negociação acabou, não nos compete a nós tomar uma posição”, disse o líder da UGT em declarações à agência Lusa.

Mas chegaram mesmo ao fim as negociações? “Não sei. Tem que perguntar ao Governo. A UGT esteve até onde foi possível. Foi o Governo que disse que havia 70 medidas consensuais. Mas ainda não foi possível a UGT dar o acordo porque as traves mestras do Governo mantiveram-se, e a senhora ministra disse que não abdicava delas”.

Para Mário Mourão, é ao Governo que compete decidir se as negociações do pacote laboral chegaram ou não ao fim.

O secretário-geral da UGT disse ainda que nunca duvidou da vontade do Governo em avançar com a reforma para aprovação no Parlamento mesmo sem acordo com os sindicatos.

“Sentimos que éramos um estorvo para o Governo e para os patrões. Estavam mortinhos para nos atirar para fora das negociações. Só não consegui entender porque é que o fizeram hoje”, afirmou Mário Mourão.

Governo e patrões aponta o dedo à central sindical

A divisão em sede de concertação social, que hoje retomou as negociações no Ministério do Trabalho, é evidente.

Em declarações à RTP Notícias, o presidente da CIP – Confederação Empresarial de Portugal, Armindo Monteiro, responsabilizou a UGT pela ausência de um entendimento.

“É da responsabilidade da UGT não haver acordo”, disse o líder da CIP.

Mas Armindo Monteiro foi mais longe e afirmou que “não é habitual ver a UGT ter a atitude que teve” durante o processo de negociação da reforma laboral proposta em julho de 2025 pelo Governo.

À agência Lusa, fonte do Executivo revelou também que a UGT foi “absolutamente intransigente” nas negociações desta segunda-feira.



SIC Noticias

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