Correspondente SIC
A coordenação militar EUA-Israel no Médio Oriente “não tem precedentes”, segundo o correspondente da SIC, Henrique Cymerman, que apresenta as principais motivações dos dois países.
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O correspondente da SIC no Médio Oriente, Henrique Cymerman, falou, esta terça-feira, com fontes do exército israelita sobre o grande objectivo da guerra que se abateu sobre o Irão.
O jornalista da SIC, que conversou com uma fonte da unidade de inteligência do exército israelita, revela que Telavive admite que o regime iraniano ainda possa perdurar, embora reconheça que deverá sofrer “um colapso lento”.
Os muitos ataques levados a cabo pelos EUA e Israel terão enfraquecido a estrutura iraniana, numa altura em que norte-americanos e israelitas “tentam criar condições para que milhões de iranianos voltem às ruas do Irão” para poderem protestar contra o regime.
Para já, a guerra continua sem qualquer previsão para o final.
Henrique Cymermam explica que Israel e os EUA têm interesses relativamente diferentes neste conflito:
“Para Israel é tudo uma questão de segurança de tentar evitar que o Irão possa ter poder nuclear e possa continuar a fabricar mísseis balísticos. Do ponto de vista dos EUA é uma questão de energia muito importante. O tema do preço do petróleo, sobretudo, e a possibilidade de continuar a receber petróleo do Golfo Pérsico.”
A questão geopolítica terá também um peso na decisão de Washington. No dia 31 de março, Trump deverá encontrar-se com o homólogo chinês, Xi Jinping, em Pequim. Quererá, por isso, chegar ao encontro com o Presidente chinês numa posição de força.
Apesar dos diferentes objetivos, Henrique Cymermam entende que a coordenação militar entre as duas nações “não tem precedentes” na região.
