Os portugueses estão a consumir cada vez mais suplementos alimentares. Na maioria das vezes, sem qualquer acompanhamento médico e com base na convicção de que as vitaminas, as proteínas, ou os minerais só fazem bem. Mas será? O “Isto é Saúde” procura respostas.
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Precisamos ou não de doses extra de vitaminas, proteínas e minerais? No ano passado, nos primeiros nove meses do ano, venderam-se mais de 11 milhões de embalagens de suplementos alimentares.
Há quem tome diversos suplementos todos os dias: para diminuir o cansaço, melhorar o sistema vascular ou ganhar energia. Mas quantos suplementos alimentares continuariam no mercado se fossem obrigados a provar que têm mesmo eficácia?
Um suplemento alimentar não é um medicamento, é considerado um género alimentício, tal como o pão ou as bolachas. E, por isso, a fiscalização é feita pela Direção-Geral da Alimentação Veterinária e não pelo Infarmed, como acontece com os fármacos.
A entrada de um suplemento alimentar no mercado tem as mesmas regras que são pedidas a um pacote de pastilhas ou um patê para gatos. Basta que o fabricante comunique a composição e o rótulo à Direção-Geral de Alimentação e Veterinária e, no dia seguinte, pode estar à venda. Sem fiscalização prévia.
A verdade é que há suplementos alimentares que são fabricados pela mesma indústria que fabrica os medicamentos. E há princípios ativos que são usados simultaneamente em ambos.
Se reparar nas embalagens e rótulos dos suplementos, vai encontrar apenas informação nutricional, quantidade de calorias e doses diárias recomendadas. Tal qual como acontece num iogurte, por exemplo.
Saber o que comprar é essencial. O mercado pode parecer confuso, mas a ciência já provou que há suplementos alimentares que podem ter benefícios terapêuticos ou preventivos.
Se consome suplementos vale a pena refletir. Será que está efetivamente a colmatar uma necessidade do corpo ou apenas a procurar fórmulas mágicas para contornar uma vida agitada sem tempo para uma alimentação saudável e exercício regular?
Ficha Técnica:
- Jornalista: Ana Peneda Moreira
- Imagem: Rogério Esteves, Luís Botas e João Venda
- Edição: Rui Félix
- Grafismo: Sara Almeida e Marta Coelho
- Direção: Marta Brito dos Reis e Bernardo Ferrão
