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Sérvia e Hungria acusam Kiev de tentar sabotar gasoduto que transporta gás russo


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A uma semana das eleições na Hungria, Budapeste e Belgrado anunciaram uma alegada tentativa de sabotagem, com explosivos, a um gasoduto com origem na Rússia. O primeiro-ministro húngaro insinua que a Ucrânia está por trás do incidente.

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Próximo da fronteira com a Hungria, as autoridades sérvias dizem ter encontrado duas mochilas com explosivos com um poder destrutivo arrasador.

Estariam perto do gasoduto TurkStream que transporta gás russo até à Turquia. De lá, segue para Norte, para a Europa de Leste. É por ali que entra muito gás russo, 60% do consumido pelos húngaros.

Não foram divulgadas imagens dos alegados explosivos – não houve detonações nem estragos -,mas o amigo e vizinho de Vucic, Viktor Órban, já tem convicções tiradas sobre quem estaria por trás.

O primeiro-ministro da Hungria tem acusado a Ucrânia de tentar impedir a chegada de hidrocarbonetos russo. Num alinhamento comunicacional claro com Budapeste e Belgrado, Moscovo diz-se preocupada.

Quem afinou pelo mesmo diapasão foi o ministro dos Negócios Estrangeiros húngaro – apelidado de agente russo pelas constantes ajudas e contactos com o Kremlin.

Kiev nega envolvimento

Kiev nega categoricamente qualquer envolvimento e denuncia uma provável operação de bandeira falsa, inventada pelos russos, para interferirem nas tão aguardadas eleições legislativas na Hungria de domingo.

Depois de 16 anos no poder, Viktor Órban deverá perder a média das sondagens atribui 39% ao Fidesz, 10 pontos atrás do Tisza.

O líder do partido, criado há dois anos, diz ter sido avisado por várias fontes de que algo iria acontecer na Sérvia, por altura da Páscoa. Bruxelas e outras capitais europeias já estavam à espera disto.

Péter Magyar pede ao ainda primeiro-ministro que pare de meter medo ao povo com operações de bandeira falsa e frisa que as eleições livres vão acontecer, aconteça o que acontecer.



SIC Noticias

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