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Síndrome da pessoa rígida: que doença é esta que afastou Céline Dion dos palcos?


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Em 2022, Céline Dion anunciou a ausência dos palcos por sofrer de síndrome de pessoa rígida, doença neurológica autoimune que afetou as cordas vocais e a mobilidade da cantora canadiana. Quatro anos depois, Dion conta que se sente “bem e forte” e que já consegue cantar.

Celine Dion cancela todos os concertos para 2023 e 2024

Richard Shotwell

Após seis anos afastada, Céline Dion anunciou, esta segunda-feira, o regresso aos palcos em França, a partir de setembro, com uma série de 10 concertos na Paris La Défense Arena, em setembro e outubro.

Em dezembro de 2022, a cantora partilhou que foi diagnosticada com síndrome de pessoa rígida, doença neurológica rara e incurável que afetou as cordas vocais e a capacidade de andar da canadiana. Na altura, Céline Dion foi obrigada a cancelar vários concertos agendados para 2023 e 2024.

“Tenho problemas de saúde há muito tempo e não é fácil para mim lidar com isso. Entristece-me muito ter que vos dizer que não estarei pronta para começar a minha digressão europeia novamente em fevereiro”, disse a cantora canadiana, em 2022, numa publicação no Instagram.

Céline Dion durante o espetáculo na abertura dos Jogos Olímpicos de Paris 2024, a 26 de julho de 2024

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O que é a síndrome de pessoa rígida?

A doença autoimune, que afeta cerca de 8 mil pessoas em todo o mundo, é causada pelo mau funcionamento dos sinais transmitidos pelos nervos aos músculos.

A rigidez e os espasmos musculares e a sensibilidade nos estímulos visuais, sonoros e emocionais são alguns dos sintomas da doença, que afeta a mobilidade e a postura.

Descrita pela primeira vez em 1956, a condição afeta mais frequentemente mulheres e surge, na maioria dos doentes, entre os 20 e os 50 anos. Para algumas pessoas pode, inclusive, ser debilitante.

Na altura em que contou ao mundo que tinha a doença, Céline Dion revelou, numa entrevista exclusiva à NBC News, que a síndrome de pessoa rígida causava-lhe visão dupla, fala arrastada e espasmos musculares, que de tão fortes e dolorosos chegaram a partir-lhe as costelas.

“É como se alguém estivesse a estrangular-te, como se alguém estivesse a empurrar-te a laringe”, partilhou a cantora canadidana, explicando que os espasmos podem também acontecer na espinha, na zona abdominal ou nas mãos.

Apesar das dores e do quão incapacitante pode ser a doença, Céline Dion sempre mostrou pretensões de voltar a pisar os palcos. Agora, a garantia vai mesmo cumprir-se.

Céline melhorou? Cantora sente-se “bem” e “forte”

Excluindo os fármacos para aliviar os sintomas e as práticas de fisioterapia e terapia ocupacional, até ao momento não existe cura para a síndrome de pessoa rígida.

Apesar de não se saber o estado exato da evolução da doença em Céline Dion, a cantora anunciou o regresso como o “o melhor presente da minha vida”, contando que se sente “bem” e “forte”.

“Estou tão pronta para fazer isto”, escreveu Céline Dion. “Sinto-me bem, estou forte, sinto-me entusiasmada, obviamente, [e] claro, um pouco nervosa.”

Referindo-se em específico à condição médica, Dion afirmou que voltou a cantar e, até, a conseguir dançar um pouco.

“Estou ótima, a cuidar da minha saúde, a sentir-me bem. Estou a cantar novamente, até a dançar um pouco”, continua a mensagem publicada no Instagram.

“Mas tenho de vos dizer algo muito importante: ao longo destes últimos anos, a cada dia que passou, senti as vossas orações e o vosso apoio, a vossa bondade e o vosso amor. Estou grata a todos vocês. Mal posso esperar para vos ver novamente”, concluiu Céline Dion.





SIC Noticias

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