Espera-se que a crise energética provocada pelo conflito do Médio Oriente afete, também, o preço dos medicamentos. A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, considera que o país tem de estar preparado para uma eventual subida dos fármacos, mas que, para já, não há razões para uma “preocupação maior”.
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“Esse impacto, para já, não é algo que esteja no imediato em cima da mesa. Outros já estão como nós sabemos, mas para já não temos ainda uma razão para uma preocupação maior. Mas temos que estar preparados, temos que estar preparados”, reagiu Ana Paula Martins às palavras do Presidente da Associação da Indústria Farmacêutica.
A associação considera que uma subida é inevitável, dado a guerra no Médio Oriente e a pressão dos Estados Unidos sobre a Europa.
“Nos temos na Europa preços substancialmente mais baixos do que nos Estados Unidos e isso é claramente uma realidade. Os medicamentos inovadores, a maior parte vem dos Estados Unidos (…) eu diria que, por um lado, a inflação e o que ela acarreta e, por outro lado, a pressão política que vai existir no sentido dos preços europeus se virem a aproximar dos preços norte-americanos”, disse João Almeida Lopes, Presidente da Associação da Indústria Farmacêutica, à Antena 1.
Apesar de não se registar em todos os casos, a associação admite que podem existir situações críticas, alertando para a necessidade de acautelar eventuais roturas de abastecimento.
“Os preços são regulados e os reguladores, em alguns casos, claramente vão ter que ser capazes de, eventualmente, admitirem mexidas nos preços (….) A maior preocupação neste momento são os custos de transporte”, acrescentou João Almeida Lopes.
Numa cadeia crítica de abastecimento, o Presidente João Almeida Lopes defende que a distribuição devia ser apoiada e que Portugal deve seguir o exemplo de Espanha nos apoios aos custos de transporte e energia. A essa questão, a ministra da Saúde já não comentou.
