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A NASA concluiu com sucesso os testes para a missão Artemis II, quatro astronautas iniciam quarentena antes da histórica missão à Lua.
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A NASA concluiu com sucesso os testes do foguetão SLS para a missão Artemis II, que orbitará a Lua com quatro astronautas. O lançamento está previsto para 6 de março, embora uma data oficial ainda não tenha sido definida.
A NASA abasteceu com sucesso o foguetão SLS (Space Launch System) e realizou uma contagem decrescente para o lançamento da missão Artemis II na quinta-feira, durante um ensaio geral, no Centro Espacial Kennedy, na Florida.
“Os engenheiros carregaram mais de 700 mil galões de combustível líquido no foguetão, enviaram uma equipa de fecho à plataforma de lançamento para demonstrar o fecho das escotilhas da nave Orion e concluíram a fase final da contagem de lançamento. A tripulação do Artemis II também observou parte do teste do Centro de Controlo de Lançamento da NASA Kennedy, segundo o comunicado da NASA.“
Astronautas iniciam período de quarentena
Apesar de não prever uma aterragem lunar, a missão vai testar sistemas críticos para futuras explorações no espaço profundo.
A Agência Espacial Europeia participa com o módulo de serviço (European Service Module) da nave Orion, construído na Europa. Este módulo é responsável pela energia e pela propulsão da nave e fornece ainda água e ar à tripulação, sendo um elemento central para a sobrevivência dos astronautas durante a missão.
Ciência a bordo
Para além dos testes técnicos, a Artemis II terá uma forte componente científica. A bordo, os astronautas vão realizar experiências de investigação humana, incluindo estudos sobre desempenho físico, saúde comportamental, resposta imunitária e adaptação do corpo humano à microgravidade. Está também prevista a utilização de uma nova tecnologia experimental, chamada Avatar, que recorre a órgãos e células em chips para simular a forma como o corpo humano reage à microgravidade e à radiação no espaço.
A missão representa mais um passo no regresso de astronautas à superfície lunar e na ambição de estabelecer uma presença humana sustentada na Lua. Ao mesmo tempo, servirá de preparação para futuras missões tripuladas a Marte. Se todos os testes decorrerem como previsto, a próxima janela de lançamento abre a 6 de fevereiro.
NASA/Joel Kowsky
Programa Artemis de regresso à Lua
A Orion, uma vez impulsionada pelo foguetão, irá até à Lua e entrará na sua órbita, para depois regressar à Terra, numa missão que pode durar de 25 a 42 dias. Deverá ser recuperada no Oceano Pacífico e depois reutilizada.
A missão Artemis II, que deveria primeiro colocar uma nave espacial tripulada em órbita da Lua, estava prevista para 2024, foi adiada para 2025 e depois para fevereiro de 2026.
A ESA participa na missão com o módulo de serviço construído na Europa – European Service Module – que fornece energia e propulsão para a nave espacial Orion e também fornecerá água e ar para os astronautas. Participa também no projeto Gateway, um posto na órbita da Lua que vai fornecer um apoio vital no regresso de seres humanos à Lua. Será também um importante ponto de partida para a exploração do espaço profundo e de uma futura ida a Marte.
Os Acordos Artemis
Em outubro de 2020, durante o primeiro mandato presidencial de Donald Trump, os Estados Unidos, representados pela NASA e pelo Departamento de Estado, uniram-se a outras sete nações (Austrália, Canadá, Japão, Reino Unido, Itália, Luxemburgo e Emirados Árabes Unidos) para estabelecer os Acordos Artemis, “em resposta ao crescente interesse pelas atividades lunares por parte de governos e empresas privadas”.
“Os países signatários comprometem-se a “explorar de forma pacífica e transparente, prestar auxílio, garantir o acesso ilimitado a dados científicos dos quais a humanidade possa aprender, assegurar que as atividades não interferem nas de outros, preservar sítios e artefactos de importância histórica e desenvolver as melhores práticas para a condução de atividades de exploração espacial em benefício de todos”.
