Uma mulher que teve relações sexuais com dois homens, gémeos, num intervalo de quatro dias, viu frustradas as tentativas de identificar qual deles é o pai do seu bebé.
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O caso foi levado ao Tribunal de Recurso de Londres, no Reino Unido, pela mulher e por um dos gémeos que queria ver a sua paternidade reconhecida. De acordo com a Sky News, o bebé está registado como filho da mulher com o outro gémeo, uma informação que tanto a mãe como o irmão contestam. Os dois avançaram com uma ação em tribunal por quererem ver reconhecida a sua responsabilidade parental.
A resposta da justiça foi, no entanto, inconclusiva, mesmo depois de realizados os testes de ADN. No início de março, o coletivo de juízes do Tribunal de Recurso concluiu que “não é possível” saber com certeza quem é o pai.
Por isso, e dada a dúvida, a justiça determinou que o primeiro gémeo não tinha o direito de se ter registado como pai do bebé, não podendo assumir qualquer responsabilidade parental até que o tribunal atribua a paternidade a um dos homens.
“É possível, e até provável, que quando a criança atingir a maioridade, a ciência consiga identificar um dos pais e excluir o outro gémeo, mas, por agora, isso não pode ser feito sem um custo muito significativo”, informou um dos juízes, citado pela imprensa britânica.
“A incapacidade de provar um facto significa que esse facto não está provado, não significa que o contrário esteja provado”, rematou.
As identidades dos envolvidos não foram reveladas por questões de proteção.
