O ministro da Administração Interna rejeita que as suspeitas de tortura e violação na esquadra do Rato manchem a imagem da PSP, instituição que considera tem dado “muito ao país”.
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Luís Neves, ex-diretor da PJ e recém-escolhido para tutelar a Administração Interna, afirmou este sábado que as suspeitas de tortura e violação na esquadra do Rato não colocam em causa a imagem da PSP.
“Não são uns poucos suspeitos da prática de crimes graves que colocam em causa a imagem de uma instituição mais que centenária e que tem dado muito ao país”, disse.
Luís Neves lembrou que foi a PSP que denunciou o caso ao Ministério Público e que continua a colaborar na investigação. Pediu, ainda assim, desculpas, até porque a polícia deve ser o “porto de abrigo dos mais vulneráveis e das vítimas”, defendeu.
“Mas também quero dizer o seguinte: a PSP tem cerca de 20 mil homens e mulheres fantásticos que todos os dias dão o melhor de si”, acrescentou.
Recorde-se que os sete agentes da PSP vão aguardar em prisão preventiva o julgamento dos crimes de tortura grave, violação consumada e tentada, abuso de poder, detenção de arma proibida, ofensas à integridade física graves e qualificadas.
Já em janeiro dois agentes foram acusados de tortura e violação, visando sobretudo toxicodependentes, pessoas sem-abrigo e estrangeiros.
Na acusação é referido que estes dois agentes agrediam pessoas que tinham detido com “socos e chapadas e coronhadas na cabeça, tendo inclusivamente filmado e fotografado algumas dessas situações e as respetivas vítimas”.
Um dos casos relatados é o de um cidadão marroquino que alegadamente terá sido sodomizado com um bastão por um dos arguidos e espancado e depois levado no carro patrulha e abandonado na rua.
Muitos desses abusos foram filmados e partilhados em grupos de WhatsApp com dezenas de outros agentes.
Com Lusa
