Três semanas depois do início da guerra, Donald Trump admite desacelerar a ofensiva contra o Irão, mas Washington prepara-se para enviar mais militares para o Médio Oriente. Telavive, por seu lado, afirma que vai intensificar os ataques contra Teerão e nega qualquer responsabilidade pelo bombardeamento que, este sábado, terá atingido a central nuclear iraniana de Natanz.
Loading…
Depois de ter dado a entender que o fim do envolvimento dos Estados Unidos na guerra contra o Irão estaria próximo, Trump reforçou a ideia na plataforma True Social, onde afirmou que os Estados Unidos poderiam abrandar a ofensiva.
Poucas horas depois, o ministro da Defesa de Israel declarou que a ofensiva seria intensificada, o que também se verifica no Líbano.
“Esta semana, a intensidade dos ataques levados a cabo pelas Forças de Defesa de Israel e pelo exército dos EUA contra o regime terrorista iraniano e contra a infraestrutura de que depende será significativamente aumentada”, afirmou o responsável israelita.
Questionado sobre se Israel estaria pronto para terminar a guerra quando os EUA o estivessem, Trump respondeu:
“Acho que sim.”
Apesar de haver cada vez menos interlocutores diplomáticos do lado iraniano, Donald Trump mostra-se disposto a negociar, mas também a manter ações militares.
“Podemos ter diálogo, mas eu não quero um cessar-fogo. Não se faz um cessar-fogo quando se está a obliterar literalmente o outro lado”, afirmou.
Numa altura em que se prepara o reforço do contingente norte-americano no Médio Oriente e se multiplicam as movimentações nas bases dos Estados Unidos, como a das Lajes, nos Açores, Trump anunciou que vai retirar militares de países que se opõem à guerra no Irão, como Espanha.
Desde o início da ofensiva, Washington afirma ter atingido 8 mil alvos no Irão. O comando militar norte-americano descreve os alvos como militares, mas não faz qualquer referência ao ataque que, a 28 de fevereiro, atingiu uma escola na cidade de Minab, causando 148 mortos, entre os quais mais de uma centena de crianças.
Apesar de Donald Trump ter responsabilizado Teerão pelo incidente, a investigação do Pentágono aponta em sentido contrário. O míssil terá sido lançado pelas forças dos Estados Unidos, aparentemente por engano, devido à utilização de informação desatualizada.
