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Trump anuncia no Conselho da Paz 10 mil milhões de dólares para reconstrução de Gaza


Guerra no Médio Oriente

O novo conselho, presidido vitaliciamente por Trump, enfrenta críticas dos principais aliados europeus que o acusam de tentar usurpar o papel das Nações Unidas.

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Na reunião inaugural do Conselho da Paz, em Wshington, Donald trump anunciou que os Estados Unidos vão contribuir com 10.000 milhões de dólares (8.500 milhões de euros) para o processo de transição e reconstrução da faixa de Gaza – os restantes membros já avançaram com 7.000 milhões (5.950 milhões de euros). A ONU estima que reerguer Gaza poderá custar 70.000 milhões de dólares, cerca de 60.000 milhões de euros.

Foi inicialmente formado para lidar com a transição e a reconstrução de Gaza, mas o mandato político acabou por ser alargado a outros conflitos.

De fora acabaram por ficar os principais aliados europeus, que acusam o Conselho da Paz de tentar usurpar o papel das Nações Unidas.

Trump não deixou passar a desfeita e, para reforçar a frustração com o Reino Unido, Alemanha, França, Vaticano, entre outros, dirigiu-se diretamente ao primeiro-ministro da Hungria, nacionalista e admirador confesso de Trump.

Uma larga percentagem dos países que aderiram à iniciativa têm regimes ditatoriais ou autoritários.

Alguns podem vir a garantir um assento permanente no Conselho em troca de uma doação de 1.000 milhões de dólares.

Trump preside ao Conselho, cargo que é vitalício, e conta com Marco Rubio, Steve Witkoff e o ex-primeiro-ministro britânico, Tony Blair, no comité executivo.

Plano de 100 dias está estagnado

Também o genro de Trump estará aos comandos, ainda que o plano de paz e recuperação de 100 dias que anunciou em Davos esteja estagnado e a ajuda a Gaza continue aquém dos mínimos necessários.

Uma Força Internacional de Estabilização temporária em Gaza foi autorizada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Trump também propôs um lugar no conselho a Netanyahu sobre quem recai um mandato de prisão do Tribunal Penal Internacional por crimes de guerra.

Já a Rússia, cujo Presidente também é procurado por crimes de guerra, rejeitou aderir ao Conselho de Paz.

Depois da conclusão, na quarta-feira, de mais uma ronda negocial mediada pelos Estados Unidos, Moscovo e Kiev mantêm-se em silêncio quanto a detalhes do processo de paz.

Ambas as partes referiram a realização de novas rondas, mas sem avançar datas.



SIC Noticias

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