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Trump e Irão mantêm impasse diplomático com estreito de Ormuz sob pressão


Ataques Irão

A guerra no Médio Oriente entra na terceira semana sem sinal de abrandamento. Os ataques continuam, o estreito de Ormuz mantém-se sob pressão e a consequência é clara: quanto mais tempo durar esta crise, mais forte será o impacto no preço do petróleo. No plano diplomático, continuam os sinais contraditórios entre Donald Trump e Teerão, com negociações invocadas de um lado e desmentidas do outro.

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A guerra no Médio Oriente entra na terceira semana sem sinal de abrandamento. Os ataques continuam, o estreito de Ormuz mantém-se sob pressão e a consequência é clara: quanto mais tempo durar esta crise, mais forte será o impacto no preço do petróleo.

Donald Trump disse, no sábado, que o Irão quer fazer um acordo, mas que os termos desse acordo ainda não são suficientemente bons, pelo que ainda não está na hora de assinar qualquer acordo.

Ministro iraniano desmente Trump

Horas depois, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano volta a desmentir o Presidente norte-americano ao afirmar: “Não vemos motivos para negociar com os americanos porque estávamos no meio de negociações com eles quando decidiram atacar-nos, e esta foi a segunda vez.”

Abbas Araghchi lembra a operação norte-americana em junho de 2025 contra instalações do programa nuclear do Irão, em plenas negociações com Washington.

A ofensiva que começou no passado dia 28 de fevereiro também tem os Estados Unidos como um dos países atacantes e também aconteceu quando estava a decorrer o diálogo com Teerão.

As declarações de Trump e as do ministro iraniano foram feitas a dois canais de televisão norte-americanos.

Abbas Araghchi confirma ainda que vários países contactaram o Irão para falar sobre a passagem segura de navios no estreito de Ormuz.

O ministro não diz quais os países, mas garante que o Irão está aberto a essas conversações.

No sábado, Trump escreveu que esperava ver a China, França, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido e outros a enviarem navios para o estreito de Ormuz.

Ameaças para os dois lados

No imediato as ameaças de parte a parte são bem reais. Ataques israelitas em Hamadan, na zona Oeste do Irão, terão sido atingidas instalações da Guarda Revolucionária naquela cidade.

A mesma força iraniana informa que acabou de usar o míssil Sejil contra Israel. Trata-se de um míssil balístico desenvolvido inteiramente no Irão difícil de intercetar pelos sistemas convencionais de defesa aérea.



SIC Noticias

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