A fonte indicou que o chefe da diplomacia turca também discutiu a questão com os homólogos do Iraque, Arábia Saudita, Qatar, Síria, Egito e Indonésia, tendo este último país oferecido a sua ajuda como mediador.
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Turquia, Hakan Fidan, abordou este sábado por telefone com o seu homólogo iraniano, Abbas Araghchi, e com outros diplomatas da região “formas de pôr termo aos ataques”, indicou fonte ministerial turca.
A fonte indicou que o chefe da diplomacia turca também discutiu a questão com os homólogos do Iraque, Arábia Saudita, Qatar, Síria, Egito e Indonésia, tendo este último país oferecido a sua ajuda como mediador.
Antes do encontro com Araghchi, o Governo turco avisou que não permitirá a utilização do seu espaço aéreo, terrestre ou marítimo para ataques contra o Irão e negou ter manifestado qualquer apoio à operação conjunta lançada pelos Estados Unidos e Israel.
“A República da Turquia não permitirá o uso de nenhum dos seus recursos aéreos, terrestres ou marítimos, incluindo o seu espaço aéreo, para fins operacionais em qualquer conflito ou guerra da qual não seja parte, de maneira que beneficie as partes envolvidas”, avançou o Ministério da Informação turco, em comunicado.
“Os direitos soberanos da Turquia sobre o seu espaço aéreo, terrestre e marítimo são completos e indiscutíveis”, sublinhou a mesma fonte, adiantando que todas as atividades relacionadas com os seus territórios soberanos “serão conduzidas exclusivamente de acordo com as avaliações de segurança nacional da República da Turquia e sob a supervisão e o controlo das autoridades competentes”.
A Turquia tem fronteiras com o Irão, o Iraque e a Síria, sendo que estes dois últimos países foram palco de ataques de retaliação iranianos contra posições norte-americanas e israelitas.
O ministério turco negou também os relatos de um êxodo de refugiados iranianos através da sua fronteira, depois de imagens divulgadas terem sido descritas como tal.
“Foi determinado que as imagens são gravações antigas, de data e local desconhecidos, e foram divulgadas deliberadamente após acontecimentos regionais recentes”, assegurou o Governo turco.
“Não há provas concretas que as liguem [as imagens] à fronteira turca. Esta divulgação visa criar uma imagem pública negativa, atacando a segurança fronteiriça”, acrescentou o ministério.
Israel e Estados Unidos lançaram este sábado um ataque contra o Irão, para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano“, e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e países vizinhos, como Arábia Saudita e Qatar, entre outros.
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, anunciou que o seu país iniciou “grandes operações de combate no Irão” e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou que o ataque tem como objetivo “eliminar uma ameaça” representada pelo regime iraniano.
Washington exige que o Irão cesse o enriquecimento de urânio e limite o alcance dos seus mísseis, que Teerão recusa, aceitando apenas cortes no seu programa nuclear em troca da suspensão das sanções em vigor.
