António Costa pede a Von der Leyen que encontre uma forma de contornar o primeiro-ministro húngaro. Os tratados preveem que, em situação grave e limite, um Estado-membro possa perder o direito de voto, algo que nunca aconteceu.
Loading…
O bloqueio húngaro ao empréstimo de 90 mil milhões à Ucrânia está a ameaçar o futuro do país. A Ucrânia precisa da ajuda urgente para financiar o exército, pagar salários e pensões. Bruxelas está à procura de formas para contornar Viktor Orbán.
Orbán diz que não recua até voltar a receber petróleo russo pelo oleoduto de Druzhba, que atravessa a Ucrânia. Zelenskly manda Orbán falar com Putin, já que “o oleoduto foi destruído pela Rússia”.
António Costa tem uma visão diferente sobre quem é o chantagista nesta história e pede a Von der Leyen que encontre uma forma de contornar o primeiro-ministro húngaro.
“Convido a Comissão a utilizar todos os instrumentos que temos no Tratado para ultrapassar esta situação, para evitar que alguém possa chantagear a União Europeia”, afirmou o presidente do Conselho Europeu.
Os tratados preveem que, em situação grave e limite, um Estado-membro possa perder o direito de voto, algo que nunca aconteceu. E que não é certo que funcione neste caso, sobretudo quando a Hungria se prepara para ir a eleições em abril.
A Comissão está a olhar para vários caminhos, mas, para já, não abre o jogo.
Kiev deverá dizer nos próximos dias quanto tempo leva a reparar o oleoduto de Druzhba. Outra alternativa é a Hungria receber petróleo pelo oleoduto do Adriático.
